- Leilão da mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa, em Itu, interior de São Paulo, foi suspenso após envolvimento judicial no valor de cento e trinta e cinco milhões de reais (R$ 35 milhões).
- O leiloeiro escolhido pelo juiz do TJ-SP foi Eduardo Consentino, da Biasi Leilões, que afirma que imóveis com desconto podem retornar ao banco por falta de pagamento de financiamento.
- O processo pode ser judicial ou extrajudicial, com informações do edital e custos (comissão do leiloeiro e taxas de cartório) detalhados para os interessados.
- Consentino alerta que é fraude, conforme o Código Penal, quem arremata e não paga; leitura do edital e da descrição do imóvel é essencial antes de dar lances.
- O leilão tem ganhado surgimento de interesse público e, desde a pandemia, avançou para o ambiente digital, embora haja lembrança das experiências de leilão presencial.
O leilão da mansão de Ana Hickmann e Alexandre Correa, em Itu, interior de São Paulo, teve a suspensão mantida após um impasse judicial estimado em 35 milhões de reais. O imóvel, conhecido pela sua dimensão e uso cinematográfico, ficou temporariamente fora do mercado enquanto o TJ-SP aprecia o caso.
O leiloeiro Eduardo Consentino, escolhido pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, explicou que o objetivo é recuperar o valor financiado pelo banco, seguindo regras de leilões judiciais ou extrajudiciais. Dados: cadastro de interessados, leitura do edital e verificação de dívidas e ocupação do imóvel são requisitos exigidos aos compradores.
O proprietário do crédito, o banco, é quem define o preço inicial com descontos que podem chegar a 60%. A operação busca devolver recursos ao banco, que administra contas, não imóveis, segundo o leiloeiro. A condução do processo é pública e tem regras rígidas de transparência.
Bastidores do setor de leilões
Eduardo Consentino afirmou que o mercado de leilões imobiliários ganhou impulso após a pandemia, com aumento expressivo de 2024 frente a 2023. A prática pode ocorrer por meio de leilão judicial ou extrajudicial, dependendo do caso.
A atuação envolve cadastro de interessados, confirmação de leitura do edital e esclarecimento de possíveis dívidas associadas ao imóvel. O leiloeiro ressaltou que lances sem pagamento configuram crime, conforme o Código Penal, o que reforça a necessidade de leitura atenta do edital.
O profissional também destacou a crescente digitalização das vendas, tendência que ganhou impulso durante a pandemia. Ainda que o formato online seja cada vez mais comum, houve retrato histórico de leilões presenciais, com maior participação de famílias e investidores.
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