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Memórias de Liza Minnelli encontros com Scorsese e Sondheim e o moonwalk

Memórias de Liza Minnelli traz revelações sobre Scorsese, Sondheim e Judy Garland, além de lutas com dependência e bastidores da Broadway e cinema

Liza Minnelli circa 1965.
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  • Liza Minnelli lança a memoir Kids, Wait Til You Hear This!, repleta de histórias de Hollywood, Nova York, vício e casamentos, com tom direto e sem rodeios.
  • Na produção de New York, New York, teve affair com Martin Scorsese; o romance foi intenso, chegou a exigir demissão dele como diretor e deixou marcas que ela relembra ao longo do livro.
  • Peter Sellers aparece em episódio marcante: ele aparece de traje nazista, gerando desconforto e lembranças de antisemitismo; a passagem envolve outras figuras, como Joan Collins, e causa constrangimento.
  • A relação com Judy Garland é apresentada como amorosa e complexa: Minnelli cuidou da mãe em meio a romance, dinheiro e dependência química, além de vivenciar traumas da infância.
  • O livro também traz revelações sobre Michael Jackson—ela afirmar ter ajudado a criar o moonwalk—e sobre sua visão de hip‑hop, além de conflitos com Stephen Sondheim e episódios de atuação em Arrested Development, aos oitenta anos mantendo a vida amorosa em aberto.

Liza Minnelli lança a memória Kids, Wait Til You Hear This!, nesta semana, com relatos diretos sobre Hollywood, Nova York, vícios e relacionamentos. O livro promete revelações sem censura, com tons de humor e honestidade bruta.

Na obra, a artista descreve uma relação amorosa com Martin Scorsese durante as filmagens de New York, New York em 1977, marcada por paixão, conflitos e criatividade. O romance ganhou contornos dramáticos e terminou de forma dolorosa.

O relato também detalha encontros com Peter Sellers, incluindo atitudes consideradas antissemitas pelo elenco, como o uso de figurino nazista. Minnelli aponta o impacto emocional dessas atitudes em seu círculo próximo.

A autora relembra a convivência com Judy Garland, sua mãe, e as tensões entre afeto e dependência. Ela descreve cuidados com a saúde da mãe e a gestão de crises de vício que enfrentou desde a adolescência.

Sobre relações profissionais, Minnelli critica Gene Hackman durante a produção de Lucky Lady, descrevendo desentendimentos que marcaram a fase. A narrativa contrasta com reconhecimentos de talentos ao longo da carreira.

Elizabeth Taylor surge como influência para buscar reabilitação, segundo o memoir, com conversas que teriam impactado decisões de tratamento. A obra registra momentos de intervenção e apoio entre colegas.

David Gest recebe tratamento duro na memória, com acusações de manipulação, agressões verbais e disputas materiais. O desfecho do casamento de Minnelli com Gest encerra-se em 2007, conforme o relato.

Momentos de vulnerabilidade aparecem ao falar de Central Park e de uma passagem em Lexington Avenue, quando Minnelli foi encontrada em estado de alto risco de relapse. O texto reforça mensagens de empatia e prevenção.

A escritora também afirma ter ajudado Michael Jackson a desenvolver o moonwalk, em conversas entre dançarinos. A obra valoriza ainda a evolução de ritmos como o hip-hop, citando influências de Minnelli em performances.

Entre as amizades e desfechos, o livro retrata discórdias com Stephen Sondheim após um erro em cena. A cantora narra a disputa sobre direitos de lançamento de um registro ao vivo de 1979.

O memoir também celebra a atuação de Minnelli na TV, em Arrested Development, e suas performances que demandaram preparo físico e técnico. O texto descreve o cuidado com a forma durante as gravações.

Ao completar 80 anos, Minnelli afirma que não busca casamento, mas mantém o interesse em relacionamentos variados. A autora diz manter o foco na carreira, com perspectiva de continuar atuando e criando.

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