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Fab 5 Freddy relembra trajetória como ícone de Nova York

Fab Five Freddy revisita décadas criativas de Nova York, ligando grafite, hip‑hop e cinema e destacando seu papel como elo entre cenas

Portrait of American artist and rapper Fab 5 Freddy (born Fred Brathwaite) as he poses outside in the Harlem neighborhood, New York, New York, April 19, 1990. (Photo by Rita Barros/Getty Images)
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  • Fab 5 Freddy, pioneiro do hip-hop e grafite, lança a memória Everybody’s Fly, revisitando a era criativa de Nova York entre os anos setenta e início dos noventa.
  • O livro narra a trajetória dele desde o grafite em trens até tornar-se artista visual reconhecido internacionalmente, ao lado de Basquiat, Haring e outros nomes da época.
  • Freddy ajudou a popularizar o hip-hop globalmente ao aparecer em Blondie e no filme Wild Style, além de apresentar a cultura no programa Yo! MTV Raps, entre 1988 e 1995.
  • A obra aborda also a transição do grafite para as galerias, debates sobre curadoria, colecionadores e o equilíbrio entre arte acessível e mercado.
  • Além da arte, ele cita projetos atuais, como peças ligadas à história dos piratas negros, e a entrada no espaço da cannabis com a empresa B Noble Global.

Fab 5 Freddy, ícone do hip hop e da arte de rua, revisita em um novo memoir a era mais criativa de Nova York e sua influência no movimento. O livro Everybody’s Fly reconstrói sua trajetória desde o grafite até a TV, passando pela cena underground e pela virada para as espaços de galeria.

O artista Fred Brathwaite, conhecido como Fab 5 Freddy, foi peça-chave ao ligar o hip hop, punk, arte contemporânea e o circuito downtown. No livro, ele descreve como criou pontes entre artistas de rua, fotógrafos, cineastas e músicos, ampliando a circulação da cultura de Nova York.

Em entrevistas para a Rolling Stone, Freddy fala sobre o objetivo do livro: apresentar um retrato completo das contribuições que ele teve lugar, desde o grafite em vagões de trem até o programa Yo! MTV Raps, transmitido entre 1988 e 1995, que levou o hip hop a audiência global.

Um percurso entre artes visuais e cultura popular

Freddy surgiu em Brooklyn e cresceu em Bed-Stuy, no auge de transformações culturais. O envolvimento com grafite o levou a colaborar com nomes como Basquiat, Haring, Futura 2000 e Quinones, levando a assinatura de street art para as galerias.

O livro traça a relação dele com a arte pop, dadaísmo, futurismo e a busca por controle narrativo sobre a própria carreira. A obra também aborda o desafio de abrir espaços para artistas negros em ambientes tradicionalmente fechados.

Yo! MTV Raps e o pacto com a mídia

Nos anos 80, Freddy tornou-se apresentador de Yo! MTV Raps, ajudando a popularizar o hip hop mundialmente. Além disso, participou da produção e da trilha sonora do filme Wild Style, marco da cultura hip hop, ao lado de outras figuras da época.

O memoir divulga reflexões sobre a convivência entre o centro e a periferia da cultura, bem como a transição entre grafite clandestino e presença em coleções e museus. Freddy descreve também o impacto da fama e a gestão de sua imagem pública.

O atual eixo criativo e negócios

Hoje, Freddy trabalha em obras ligadas à história dos piratas negros e mantém engajamento no espaço canábico, por meio da empresa B Noble Global, nomeada em homenagem a Bernard Noble. O artista continua ativo como escritor, curador e figura de referência na cultura hip hop.

Everybody’s Fly é apresentado como um registro jornalístico de uma era. O livro explora, com tom direto, a evolução de Nova York entre meados dos anos 1970 e início dos anos 1990, sem perder o traço lúdico e a vivacidade que marcaram a carreira de Freddy.

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