- Saturday Night Live lançou um sketch em formato de anúncio público em que personagens públicos alegam que comentários polêmicos ocorreram por Tourette, incluindo paródias de JK Rowling, Mel Gibson e Armie Hammer.
- O vídeo foi cortado por tempo no programa de sábado, mas foi publicado no YouTube logo em seguida.
- A organização Tourette’s Action, representada pela CEO Emma McNally, classificou a brincadeira como horrível e disse que ridicularizar uma condição neurológica não é aceitável.
- O episódio faz referência ao incidente do Bafta envolvendo a suposta ofensa racial proferida durante a apresentação de um prêmio, que gerou controvérsia e críticas na indústria.
- Críticos e defensores dos direitos de pessoas com deficiência reagiram, afirmando que a piada é ofensiva e representa um ataque a pessoas com Tourette.
O Saturday Night Live gerou críticas após veicular um sketch que satirizava o episódio envolvendo o uso de uma palavra durante o Bafta 2026. O segmento, filmado no formato de anúncio de utilidade pública, mostrava figuras públicas explicando que seus comentários controversos teriam sido causados pela síndrome de Tourette (TS). A gravação foi retirada para o tempo da transmissão, mas publicada posteriormente no YouTube.
A peça contou com interpretações de astros do elenco personificando JK Rowling, Mel Gibson e Armie Hammer, sugerindo que a TS seria a justificativa para ofensas proferidas no passado. O episódio contou ainda com a participação de Connor Storrie como host. A Sketch gerou reação intensa nas redes e entre organizações ligadas à TS.
Reação de organizações e público
A TS Action, organização que atua pela causa, afirmou que a esquete é grave ao retratar a condição de forma inadequada e reforçar estereótipos. A instituição explicou que a TS é uma condição neurológica complexa, sem relação com o entretenimento, e que a divulgação de representações distorcidas atrasa a conscientização e a inclusão.
Críticos de fora do programa também se manifestaram. Comediantes e defensores dos direitos de pessoas com deficiência afirmaram que a sátira desrespeita quem vive com TS e pode incentivar discriminação. Outros questionaram se o humor foi utilizado de forma a “pagar de progressista” ao atacar um tema sensível.
Contexto e desdobramentos
O episódio de referência ocorreu no Bafta, quando um participante discursou sob a acusação de ter feito um comentário racial, durante a apresentação de prêmios. A controvérsia ganhou atenção de veículos de imprensa e de organizações de defesa, ampliando o debate sobre o uso do humor em torno de condições neurológicas e de qualquer grupo minoritário.
Após a divulgação no YouTube, a escassez de apoio público ao sketch foi destacada por vozes da indústria do entretenimento. A discussão segue centrada na necessidade de respeitar pessoas com TS e evitar representações que perpetuem preconceitos ou reduzem a doença a uma piada.
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