- Christina Applegate revelou que foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2021, o que afetou drasticamente funções do corpo e o levou a usar infusões semestrais para atrasar a progressão da doença.
- A jornalista descreve efeitos como câimras nas mãos, fadiga intensa, dor e necessidade de ficar na cama, além de entrar em atendimento de emergência com frequência.
- A doença interrompeu grande parte da carreira da atriz, que passou a trabalhar em home office, dependente de cadeira de rodas em alguns momentos, e a enfrentar o desafio de retornar a atividades antes habituais.
- Em entrevista, Applegate fala sobre o impacto emocional, a mudança de percepção de vida, autoaceitação, perdão a si mesma e a decisão de ser mais honesta sobre sua condição.
- Ela também compartilha lembranças pessoais, incluindo diário antigo, relações familiares, a experiência com a fama, a vitória de receber a estrela na Calçada da Fama em 2022 e a evolução do relacionamento com a filha Sadie.
Christina Applegate revela como convive com esclerose múltipla desde 2021, com impactos severos na mobilidade, na alimentação e na carreira. A atriz vencedora de Emmy detalha, de forma direta, o desgaste diário causado pela doença e o manejo com infusões sem curas conhecidas.
A atriz descreve episódios de dormência, dificuldade de movimento e sinais que a levaram a buscar tratamento para frear a progressão da doença. As infusões, feitas a cada seis meses, reduzem células B, aumentando a vulnerabilidade a infecções. O relato integra um trecho de sua memória publicada.
A revelação ocorre em meio à divulgação de trechos de You with the Sad Eyes, de Christina Applegate, com edição pela Guardian. A obra também aborda como a doença remodelou a relação da artista com a vida pública e a própria identidade.
Diagnóstico e impactos no dia a dia
Segundo o relato, a constatação ocorreu durante as gravações da terceira temporada de Dead to Me. O médico mostrou imagens com lesões cerebrais, cerca de 30, e explicou o quadro, que compromete funções vitais. O diagnóstico alterou a rotina de trabalho, exigindo cadeira de rodas para deslocamentos.
A obra reacende lembranças de momentos de esforço físico, inclusive durante a última apresentação no Emmy de 2024, em que Applegate precisou de apoio de colegas. O episódio é descrito como marcante, pela demonstração de apoio da plateia perante a condição de saúde.
Em entrevista publicada, a atriz descreve a sensação de perda de autonomia e a necessidade de adaptar atividades diárias, como dirigir e se locomover, além de lidar com a gestão de peso e alterações corporais ao longo dos anos.
Vida pessoal e reflexão
Applegate aborda sua relação com a filha Sadie, destacando o papel da jovem como suporte emocional. Também comenta a experiência de revisitar diários da juventude, registrando vivências que vão desde a adolescência até o momento atual, com foco na busca de significado.
A autora ainda recorda o período anterior ao diagnóstico, quando refletia sobre imagem corporal e comportamento alimentar. Ela relata mudanças na relação com a comida, bem como as dificuldades causadas pela doença na estabilidade física durante a recuperação.
No conjunto, o depoimento mantém o tom factual, evitando julgamentos e apresentando a trajetória de uma carreira marcada por superação, sem abrir espaço para avaliações subjetivas. A obra está programada para venda no Reino Unido, com divulgação prevista em outros países.
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