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Cocaína era entregue como serviço de quarto no Gramercy Park Hotel de NYC

Gramercy Park Hotel tornou-se símbolo do glam rock, com cocaína entregue em quarto durante a passagem de Bowie e convidados, moldando a reputação do hotel

David Bowie brought the party to the Gramercy Park Hotel in 1973.
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  • Em fevereiro de 1973, David Bowie ficou no Gramercy Park Hotel em Nova York, transformando o local na “Gramercy” e dando início a uma temporada de festas e rock.
  • Ao longo dos anos, nomes como The Clash, Debbie Harry, Lou Reed, Bob Dylan, Madonna e Hunter S. Thompson frequentaram o hotel, conhecido pela atmosfera tolerante e paredes grossas.
  • O serviço de quarto era uma via de acesso a drogas, com relatos de cocaína entregues no quarto como se fosse pizza, além de festas e encontros marcados por excessos.
  • O Gramercy foi palco de episódios sombrios, incluindo overdoses no saguão e décadas de abusos que moldaram a imagem da casa como símbolo da era glam e da cena underground.
  • Em 2023, o grupo gestor MCR comprou o hotel por 50 milhões de dólares com planos de reabri-lo ainda neste ano, seguindo uma história que mistura luxo, decadência e transformação urbana.

O Gramercy Park Hotel, em Nova York, tornou-se palco de excessos de rock nos anos 70. Tudo começou em fevereiro de 1973, quando David Bowie foi à cidade para apresentar-se no Radio City Music Hall e divulgar Aladdin Sane. Durante duas semanas, o hotel de 18 andares recebeu a entourage por lá.

A circulação de figuras como Bowie transformou o 3º andar em morada de glam rock, com fãs, músicos e artistas frequentando as dependências. Entre os presentes estavam Andy Warhol, Truman Capote e Salvador Dalí, conforme relatos de bastidores da época.

A história do Gramercy não se limitou a Bowie. The Clash, Debbie Harry, Lou Reed, Bob Dylan, Madonna e Hunter S. Thompson passaram pelo hotel, que ficou conhecido pela atmosfera permissiva. Segundo o autor Max Weissberg, o local oferecia serviços variados, inclusive itens de palco.

A comodidade que marcou a época

Segundo Weissberg, o Gramercy vendia uma ideia de conforto acessível: quartos amplos, paredes grossas e serviço de quarto que chegava a itens além de comida, como instrumentos. A prática de entregar cocaína em formato de quick service ficou famosa.

O termo Telegram at the Gram descrevia a entrega de droga aos quartos, feita por manobrista ou mensageiro, em contexto de consumo intenso. Quase todos os setores do hotel teriam participado do tráfico, de porteiros a camareiras.

O peso da fama e o limite do glamour

A vida noturna do Gramercy também teve momentos turbulentos. Em certo ponto, bandas e personalidades deixaram de ser apenas clientes e passaram a alimentar a cultura do abuso. Jason e outras figuras vivenciaram overdoses e incidentes no saguão.

Mesmo com o brilho, o histórico do hotel teve episódios trágicos. Houve relatos de suicídios e de abusos associados à época de excessos, levando a uma reputação marcada pela decadência e pelo excessivo consumo de substâncias.

Do glamour à transformação estrutural

O Gramercy Park Hotel abriu em 1925 como espaço respeitável, servindo a vizinhança de Gramercy. Várias celebridades passaram por ali ao longo das décadas, incluindo casamentos e encontros históricos.

Em 2004, Herbert Weissberg faleceu e o hotel passou por mudanças sob a gestão de Ian Schrager e Aby Rosen, com remodelação assinada por Julian Schnabel. A reforma reduziu o número de quartos para 197 e elevou custos.

Futuro do local e legado histórico

A propriedade foi adquirida, em 2023, pela empresa MCR, responsável por outros empreendimentos, com planos de reabrir ainda neste ano. O legado do Gramercy, segundo Weissberg, permanece como um ponto de encontro de culturas.

O próximo capítulo do hotel envolve a expectativa de manter o espírito de encontros públicos e privados que marcaram sua história, sem perder o foco na atuação responsável e na transparência para o público.

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