- O julgamento de Kanye West (Ye) sobre o abandono da mansão em Malibu projetada por Tadao Ando começou com acusações de Tony Saxon de que barnou ferimentos e danos financeiros após ordens de demolição.
- Saxon afirma ter sofrido lesões graves ao desmontar partes da casa, enquanto os advogados de Ye dizem que ele era um contratado not licenciado que recebeu mais de 240 mil dólares por cerca de seis semanas de trabalho.
- A corte em downtown Los Angeles ouviu alegaçao de que Ye desejava transformar o imóvel em um abrigo minimalista, com remoção de banheiros, encanamento, janelas, fiação e outros elementos.
- Os defensores de Ye afirmam que Saxon queria manter o projeto “underground” por temer fiscalização e que não houve registro médico comprovando lesão no trabalho; Saxon busca cerca de 75 mil dólares em pagamento pendente.
- O caso é o primeiro de uma série de ações civis envolvendo pessoas que trabalharam para Ye nos últimos anos, após controvérsias públicas do rapper.
O julgamento sobre a mansão de Kanye West em Malibu abriu com disputas entre as partes sobre a demolição de uma obra assinada pelo arquiteto japonês Tadao Ando. A ação envolve o rapper, agora conhecido como Ye, e o trabalhador Tony Saxon. O processo acontece em Los Angeles.
Saxon alega ter se ferido durante ordens de demolição apoiadas por Ye na mansão adquirida em 2021 por cerca de 57 milhões de dólares. Os advogados de Saxon afirmam que o colapso físico e financeiro decorreu de decisões do artista. A defesa contesta a versão, dizendo que Saxon atuou como contratado sem licença.
O que está em jogo envolve a responsabilidade pelo suposto acidente e pelos pagamentos devidos. Saxon afirma ter trabalhado como gerente de projeto e vigilante, recebendo mais de 240 mil dólares em seis semanas. Diz ainda ter ficado com sequelas que o impedem de permanecer em pé por longos períodos.
A defesa de Ye descreve Saxon como contratado independente, sem licenças, que supostamente excedeu funções e comprometeu a obra ao tentar manter o projeto em sigilo. Segundo os advogados, não houve lesões comprovadas em registro médico e o processo envolve credibilidade entre as partes.
Os advogados de Saxon relatam que o músico desejava transformar a residência em um abrigo minimalista, com remoção de instalações como banheiros e sistemas elétricos. O objetivo, segundo a acusação, era uma reformulação extrema da casa de vidro para habitação despojada.
A narrativa do lado de Ye apresenta Saxon como responsável por danos ao patrimônio. A defesa sustenta que o contratado recebeu pagamento adequado por seis semanas de serviço e que Saxon teria buscado vantagens indevidas ao longo do litígio.
Antes do tribunal, a defesa do artista destacou que a denúncia foi movida quase dois anos após o suposto ocorrido, em meio a mudanças de posição de Saxon. O testemunho da parte contrária centra-se na confiabilidade das alegações e na veracidade dos registros médicos.
O caso é o primeiro de uma série de ações civis envolvendo ex-funcionários de Ye nos últimos anos. O julgamento continua com a reconstituição de fatos, testemunhos e avaliações técnicas para esclarecer as responsabilidades sobre a demolição e os danos alegados.
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