- Casey Wasserman colocou sua agência de talentos à venda após as comunicações com Ghislaine Maxwell virem à tona, no contexto de documentos de Epstein.
- A decisão ocorre com impacto sobre a empresa e a equipe; o presidente da firma, Mike Watts, ficará à frente das operações diárias enquanto Wasserman se dedica aos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028.
- O comitê organizador dos Jogos manteve Wasserman como presidente, afirmando ter apurado que o vínculo com Epstein e Maxwell não foi além do já publicamente documentado.
- Vários clientes encerraram relações com a agência, incluindo Chappell Roan e Abby Wambach; Roan destacou a necessidade de alinhamento entre representatividade e valores.
- Wasserman pediu desculpas pelas comunicações passadas com Maxwell, negando qualquer relação pessoal ou comercial com Epstein; outros clientes também se manifestaram ou deixaram a agência.
Casey Wasserman colocará sua agência de talentos à venda após a divulgação de mensagens ligando-o a Ghislaine Maxwell em arquivos relacionados ao caso Epstein. A corte divulgou comunicações que levaram calor à empresa, refletindo em perda de clientes.
Wasserman afirmou que colocaria o negócio à venda por conta de “erros pessoais do passado” e disse aos funcionários que se tornaria uma distração para o trabalho da empresa. O empresário é filho de Lew Wasserman, figura histórica de Hollywood.
A reportagem inicial ficou a cargo do Wall Street Journal, segundo as informações veiculadas pela imprensa. O executivo disse que Mike Watts, vice-presidente, ficará responsável pela operação diária, permitindo que Wasserman foque na candidatura de Los Angeles aos Jogos Olímpicos de 2028.
A organização olímpica de Los Angeles confirmou apoio à liderança de Wasserman, mantendo-o como presidente. O comitê afirmou que Cooperara com a revisão e que a relação dele com Epstein e Maxwell não extrapolou o que já era público.
Em comunicado aos funcionários, Wasserman lamentou as más lembranças associadas ao passado e afirmou que não houve relação pessoal ou comercial com Epstein. Ele reconheceu que as mensagens tiveram impacto negativo.
Diversos clientes interromperam vínculos com a agência, entre eles Chappell Roan e Abby Wambach. Roan afirmou que artistas devem ser representados por equipes alinhadas aos seus valores, sem defender ações conflitantes com a ética.
Entre os nomes que deixaram a Wasserman Music sigla, constam artistas como Dropkick Murphys, John Summit, Orville Peck e Weyes Blood. A agência havia listado ainda o grupo Wednesday entre os que comunicaram desligamento.
A rede de casos de Epstein continua gerando renúncias de executivos em diversas áreas. Epstein faleceu em 2019 em prisão federal; Maxwell cumpre pena de 20 anos por crimes relacionados, segundo registros públicos.
Contexto e desdobramentos
- A repercussão evidenciou como ligações antigas podem impactar a gestão de empresas no entretenimento.
- A imprensa destacou que várias personalidades já haviam se afastado de atividades ligadas a Epstein ou Maxwell por motivos éticos.
- A situação aumenta o escrutínio sobre condutas de liderança e governança em grandes organizações.
Caso Wasserman continue a responder a investigações e a cooperar com autoridades, seus próximos passos seguirão sob avaliação pública e de seus clientes remanescentes. A operação da empresa permanece sob supervisão administrativa enquanto o processo avança.
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