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Viúva de Chadwick Boseman fala sobre luto e guarda de segredos

Viúva de Chadwick Boseman afirma que não precisa criar o legado dele, apenas protegê-lo e evitar que se perca

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Simone Ledward Boseman, photographed last month.
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  • Simone Ledward Boseman afirma que se dedica a proteger o legado de Chadwick Boseman, não a criá-lo, mantendo-o fiel à memória dele e evitando distorções.
  • Em entrevista rara, ela relembra os cinco anos desde a morte dele, e como a privacidade sempre foi prioridade durante a doença de cólon que ele enfrentou desde 2016.
  • A revivificação da peça Deep Azure, escrita por Boseman, ocorre em London, no Shakespeare’s Globe, com Simone aprovando ajustes para o público britânico; o texto trata do luto de uma vítima de violência policial.
  • Boseman só revelou publicamente seu diagnóstico aos poucos; a vida dele ganhou visibilidade mundial após o sucesso de Pantera Negra, e Simone participou de eventos e discursos em homenagem ao marido.
  • Fora dos holofotes, ela planeja novos projetos, incluindo um bar de vinhos em Vallejo, Califórnia, e uma carreira musical como sahn, com o segundo álbum previsto para maio.

Simone Ledward Boseman atende a perguntas sobre os cinco anos desde a morte de Chadwick Boseman. Em entrevista rara, ela explica como lida com o luto, protege a privacidade do marido e encara a retomada de uma peça dele em Londres. O tema é a vida além da star global.

A artista revela que o diagnóstico de câncer colorretal de Chadwick, em 2016, foi mantido em sigilo. Mesmo durante tratamentos intensos, ele manteve a agenda de trabalhos, incluindo filmes como Black Panther, sem permitir que a doença o definisse.

Ao falar sobre o círculo de confidências, ela diz que a privacidade foi prioridade. Poucos familiares e amigos sabiam da doença, junto com a própria terapeuta e a mãe. O casal preferiu manter o assunto fora do alcance público.

Chadwick ganhou projeção mundial após Black Panther, em 2018. O anúncio da morte, em agosto de 2020, pegou o mundo de surpresa, com o lançamento de Wakanda Forever dois anos depois para explicar a ausência do personagem e homenagear o ator.

A vida após a perda

Ledward Boseman escolheu preservar o legado dele sem expor detalhes pessoais. A frase que guia sua atuação é proteger a memória, evitando que o legado dele seja deturpado ou simplificado.

Em 2022, Wakanda Forever foi lançado sem a recastagem de T’Challa. Simone participou do processo de reescrita para manter a ausência do personagem e valorizar a história de Boseman. Ela esteve em contato próximo com o diretor Ryan Coogler.

Em março de 2023, ela discursou na Casa Branca defendendo pessoas afetadas pelo câncer colorretal. A atuação pública tem sido gradual, com foco em ampliar o acesso a informações sobre a doença e reduzir desigualdades entre comunidades negras.

No palco e na vida

Nesta semana, Deep Azure, peça escrita por Chadwick, retorna ao Shakespeare’s Globe, em Londres, em temporada de nove semanas. A direção é de Tristan Fynn-Aiduenu, que descreve a peça como uma exploração do luto coletivo e da sobrevivência.

A viúva participou do processo criativo para contextualizar a obra ao público britânico, aprovando ajustes. O retorno da peça marca a volta de Boseman ao palco e reforça a conexão dele com o teatro britânico.

Simone planeja sua atuação artística fora do

mundo de Chadwick. Volta à cidade natal Vallejo, Califórnia, para abrir um bar de vinhos no bairro e investir na carreira musical como sahn. O segundo álbum, The Garden, tem lançamento previsto para maio.

Sobre Chadwick e o legado

Ela afirma que Chadwick foi seu mestre espiritual principal e que a vida dele não se resume à doença. O casal se casou em 2019, após o diagnóstico, buscando celebrar a união mesmo diante da situação de saúde. O casamento foi discreto, com a presença próxima da família.

Hoje, Simone mantém o foco em preservar a memória dele sem que a narrativa dele se esgote em morte. A atuação pública não substitui o luto nem transforma a vida dele em apenas uma história de doença, mas celebra a pessoa multifacetada que ele foi.

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