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Comediante indonês é convocado pela polícia por causa de show da Netflix

Pandji Pragiwaksono é ouvido pela polícia por supostas blasfêmias em show na Netflix, alvo de denúncias de Nahdlatul Ulama e Muhammadiyah

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Indonesian President Prabowo Subianto attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 22, 2026. REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
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  • O comediante Pandji Pragiwaksono foi convocado pela polícia de Jacarta por denúncias públicas sobre o conteúdo de seu especial no Netflix, lançado em 27 de dezembro.
  • O show traz sátiras sobre política e democracia, incluindo a eleição de 2024.
  • A polícia informou que Pragiwaksono está sob custódia para interrogatório, após cinco boletins de ocorrência, ainda sem acusação formal.
  • Dois boletins foram registrados por membros de alas jovens de Nahdlatul Ulama e Muhammadiyah, que o acusam de blasfêmia e difamação; as organizações negam vínculo com os autores.
  • O comediante criticou as duas maiores organizações muçulmanas e a política do governo, em meio à divisão de opiniões no país.

Um comediante indonésio foi convocado pela polícia na sexta-feira após denúncias públicas sobre o conteúdo de seu show de stand-up, disponível na Netflix. Pandji Pragiwaksono, primeiro artista do país a ganhar uma atração própria na plataforma, está sob apuração por material apresentado no programa.

O especial foi lançado em 27 de dezembro e traz críticas satíricas à política e à democracia da Indonésia, incluindo a eleição de 2024. A produção também aborda o papel de duas grandes entidades religiosas no país e questões de concessões governamentais durante a gestão de Jokowi.

Na investigação, a polícia de Jacarta informou que há cinco boletins recebidos, com duas denúncias apontando crime de blasfêmia e difamação contra organizações religiosas. Pragiwaksono permanece sob custódia, ainda sem acusação formal.

Os queixosos afirmam que o conteúdo do show ofende entidades religiosas e instituições estatais, gerando debates entre apoiadores da liberdade de expressão e defensores de limites para críticas políticas. Organizações religiosas negam ter apresentado pessoalmente as denúncias.

Haris Azhar, advogado do comediante, disse que o objetivo é esclarecer os fatos e que o artista pode apresentar sua versão à polícia durante interrogatório, que teve duração de aproximadamente uma hora. A defesa aponta que não houve condenação até o momento.

A Netflix não se manifestou publicamente sobre o caso. A apuração ocorre em meio a um ambiente de tensões entre liberdade de expressão e limites legais para conteúdo crítico, conforme reportado pela imprensa internacional. Essas informações são apuradas pela Reuters.

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