- Lázaro Ramos escolheu A Paixão De Amâncio Amaro, de André Laurentino, enquanto Taís Araujo lê Meridiana, de Eliana Alves Cruz.
- Fernanda Gentil está lendo Carrie Soto está de volta, de Taylor Jenkins Reid, sobre uma tenista que volta às quadras após um retorno inesperado.
- Rafael Vitti lê O Fim de Eddy, de Édouard Louis, que aborda a infância, a adolescência e a descoberta da sexualidade do autor.
- Giulia Costa lê De pé, tá pago, de Gauz, que acompanha imigração de homens negros de Costa do Marfim para Paris.
- Mel Maia lê Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, e Yasmin Maia lê O Segredo da Empregada, de Freida McFadden.
No início de 2026, famosos de diferentes áreas passaram a optar por leituras que estimulam tanto a reflexão pessoal quanto social, com ênfase em obras nacionais e de ficção contemporânea. A seleção mostra diversidade de estilos e temas, sem abrir mão da qualidade literária.
Entre os destaques, Lázaro Ramos e Taís Araujo aparecem juntos na lista de leitura. Taís escolhe Meridiana, de Eliana Alves Cruz, já apreciada por Lázaro. O romance retrata a ascensão social de uma família negra, com cada personagem narrando em primeira pessoa.
Lázaro também aposta na estreia de André Laurentino, A Paixão De Amâncio Amaro, que narra a história de um homem do interior de Pernambuco vivenciando paixão secreta e conflitos familiares. As escolhas ressaltam autores nacionais e narrativas de identidade.
Leituras de jornalistas, apresentadores e artistas
Fernanda Gentil lê Carrie Soto está de volta, de Taylor Jenkins Reid, que acompanha a volta de uma ex-tenista ao circuito profissional, cinco anos após a aposentadoria. A obra, de foco esportivo, busca superação de recordes.
Rafael Vitti aposta em O Fim de Eddy, de Édouard Louis, que aborda a infância, a adolescência e a descoberta da própria sexualidade em uma região operária do norte da França. O romance traz temas de bullying e violência familiar.
Giulia Costa lê De pé, tá pago, de Gauz, que acompanha imigrantes da Costa do Marfim chegando a Paris e trabalhando como seguranças. A narrativa intercala história de imigração com trajetórias intergeracionais.
Mel Maia divulgou Quarto de Despejo, clássico de Carolina Maria de Jesus, registrado no diário da autora sobre a vida em Canindé, em São Paulo. Yasmin Maia, irmã de Mel, lê O Segredo da Empregada, de Freida McFadden, continuação de A Empregada.
Diversidade de títulos e temas
Giovanna Ewbank prefere Flor de Gume, de Monique Malcher, com contos que exploram vida de meninas e mulheres do Norte do Brasil marcadas pela violência, resistência e ancestralidade. A obra mescla memória, misticismo e transformação feminina.
Mariana Goldfarb lê Canto de Rainhas, de Leonardo Bruno, que narra a história de mulheres sambistas que contribuíram para a construção do samba no Brasil. A leitura enfatiza a contribuição feminina na música popular.
Julia Stockler aposta em Se deus me chamar eu não vou, de Mariana Salomão Carrara, narrado por Maria Carmem, uma menina de 11 anos que observa o mundo adulto com humor e poesia.
Jade Picon lê A Ciranda das Mulheres Sábias, de Clarissa Pinkola Estés, que celebra a maturidade feminina por meio de narrativas que unem mitologia, memórias e preces de gratidão.
Maria Beraldo escolhe Um apartamento em Urano, de Paul B. Preciado, que discute transição de gênero e análises sobre políticas, cultura e sexualidade contemporâneas.
Gabriela Prioli lê Um Quarto Só Seu, de Virginia Woolf, obra clássica que aborda condições históricas que dificultaram a participação feminina na literatura e no campo intelectual.
O público acompanha ainda leituras de artistas como Rafa, outros nomes do meio cultural, sempre com foco em obras que promovem reflexão social, identidade e autonomia.
Fonte: reportagem da Quem traz o panorama de leituras de celebridades no começo de 2026, destacando autores nacionais e temas relevantes.
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