- Jonas Sulzbach chamou Juliano Floss de “loirinha” no BBB 26, provocando revolta nas redes.
- A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo entrou com uma queixa-crime no Ministério Público contra Jonas pela possível violação de direitos, com a equipe de Juliano repudiando a atitude.
- A nota da equipe de Juliano aponta que o diminutivo pode ser ofensivo por si só, independentemente da orientação sexual, ampliando o debate sobre estereótipos de gênero.
- A psicóloga Bárbara Mancera Amezcua afirma que o uso de diminutivos de forma ofensiva é discriminação e pode reduzir autoestima e competir a respeito da pessoa, reforçando estereótipos de gênero.
O BBB 26 voltou a repercutir após Jonas Sulzbach ter chamado Juliano Floss de loirinha, provocando revolta nas redes e divide entre fãs e críticos. A discussão ganhou contornos de tema de direitos e linguagem, com consequências jurídicas possíveis. O episódio ocorreu nos últimos dias, dentro do reality show, na TV aberta, gerando indignação entre espectadores e participantes.
A fala gerou reação imediata nas redes e motivou a entrada da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo com uma queixa-crime ao Ministério Público contra Jonas. A entidade aponta que o diminutivo funciona como ofensa com viés homofóbico, ampliando o impacto para além de uma provocação entre colegas de jogo. A equipe de Juliano também se manifestou, repudiando o episódio.
A organização de defesa afirma que o uso de diminutivos para desvalorizar alguém é discriminatório. Em nota, reforçou que não é apenas um insulto, mas uma tentativa de deslegitimar a identidade e a dignidade da pessoa referida. A postura foi acompanhada por comentários de fãs que consideram a linguagem como ferramenta de ataque.
O que significa usar diminutivos ao se referir a alguém
Especialistas apontam que no português os diminutivos indicam tamanho ou inferioridade, mas também podem sinalizar afeto. O problema aparece quando servem para desqualificar, ironizar ou diminuir a outra pessoa, especialmente em debates públicos ou mediáticos.
Aspectos psicológicos da linguagem
A psicóloga Dra. Bárbara Mancera Amezcua, ligada à Universidade de Colima, sustenta que o uso de diminutivos de forma ofensiva configura discriminação. A prática pode reduzir status, competências e qualidades da pessoa, com impactos na autoestima e na sensação de pertencimento ao grupo.
Ela ressalta ainda que esse tipo de linguagem reforça estereótipos de gênero. Em contextos profissionais, mulheres costumam ser alvo de diminutivos, o que alimenta a ideia de menor competência, enquanto o ataque a homens recorre a logica semelhante de preconceito.
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