Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mulher Abacaxi critica pressão estética no Carnaval e afirma que 50+ podem tudo

Musa trans de 52 anos defende autonomia corporal no Carnaval, enfrenta críticas e transfobia para provar que mulheres 50+ podem tudo

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Mulher Abacaxi — Foto: Allan Bertozzi/Divulgação
0:00
Carregando...
0:00
  • Marcela Porto, conhecida como Mulher Abacaxi, tem 52 anos e é atriz, caminhoneira e empresária no Carnaval do Rio de Janeiro.
  • Em entrevista à Revista Quem, ela afirma ter menos preocupação com a estética alheia e mais autonomia sobre o próprio corpo.
  • Revela já ter feito várias cirurgias e dietas radicais no passado, hoje mantendo treino intenso, mas sem exageros, e buscando ganhar massa magra para a idade.
  • Conta que enfrenta críticas nas redes sociais, incluindo transfobia, mas afirmou aprender a lidar com as mensagens e a seguir sua própria forma de se expressar.
  • Afirmou que quer mostrar que mulheres com 50 anos ou mais podem tudo, mantendo brilho, ousadia e luxo nos looks para o Carnaval.

Marcela Porto, conhecida como Mulher Abacaxi, representa a diversidade no Carnaval do Rio de Janeiro há décadas. Aos 52 anos, a atriz, caminhoneira e empresária fala sobre mudanças de percepção sobre o corpo e a estética, especialmente para mulheres acima dos 50.

Ela afirma ter deixado de se importar com padrões externos e relata ter reduzido as cirurgias plásticas nos últimos tempos. Atualmente, treina com foco na folia, buscando equilíbrio entre esforço físico e bem-estar, sem exageros do passado.

Marcela também comenta a experiência de lidar com críticas nas redes sociais, onde o julgamento costuma ser intenso. Ela ressalta que a cobrança interna permanece, mas cada vez mais direcionada a si mesma do que ao público.

Autocobrança

Segundo a musa, a autocrítica ganhou novas dimensões ao longo dos anos. Ela diz que hoje não se prende tanto às expectativas alheias, ainda que o temor do desfile persista nos minutos que antecedem a apresentação.

A cantora e atriz relembra episódios de polêmicas envolvendo a fantasia, incluindo momentos em que desfilou com parte do corpo à mostra. Ela afirma não se arrepender das escolhas artísticas feitas no passado, mantendo o foco no que a faz feliz na avenida.

Ainda sobre a estética, Marcela defende que o empoderamento passa pela possibilidade de expressar a própria identidade sem aceitar pressões externas. Ela sugere que o carnaval deve ser uma celebração da alegria individual, sem abrir mão da própria visão de beleza.

Caminho na folia

A artista destaca que o Carnaval exige energia e disciplina. Nos bastidores, cortar alimentos como doces e frituras é parte do preparo para manter o ritmo durante o desfile e os ensaios.

Marcela lembra que, apesar da experiência, a ansiedade antes do desfile é comum. Ela diz aproveitar o momento na passagem pela Sapucaí, buscando curtir a festa mesmo frente aos desafios da preparação.

Entre as lembranças, ela cita uma das polêmicas marcantes de sua trajetória, envolvendo a fantasia e a ausência de parte superior. A experiência, segundo ela, ficou para trás como um aprendizado sobre escolhas artísticas e liberdade de expressão.

A musa reforça a ideia de que o carnaval pode ser inclusivo e diverso. Ela afirma que pessoas com diferentes corpos devem encontrar espaço para brilhar na avenida, lembrando que a própria trajetória é um exemplo de resistência e afirmação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais