- Preta Gil, cantora e filha do músico Gilberto Gil, faleceu em Nova York devido a complicações de câncer no intestino.
- A artista estava em tratamento experimental na cidade americana.
- A família anunciou a morte nas redes sociais e está organizando a repatriação do corpo.
- O processo de repatriação envolve registro no consulado brasileiro e custos que variam de R$ 30 mil a R$ 200 mil.
- O governo brasileiro pode auxiliar no pagamento do translado em casos excepcionais, mas não cobre passagens para familiares.
Preta Gil, cantora e filha do renomado músico Gilberto Gil, faleceu na noite de domingo em Nova York, vítima de complicações decorrentes de um câncer no intestino. A artista estava em tratamento experimental na cidade americana. A família, incluindo Gilberto e Flora Gil, anunciou a triste notícia em suas redes sociais.
Atualmente, a família se mobiliza para a repatriação do corpo de Preta Gil, um processo que envolve uma série de procedimentos legais e custos elevados. Para que o corpo possa ser enviado ao Brasil, é necessário registrar o óbito no consulado brasileiro, um procedimento que deve ser realizado presencialmente por um membro da família que possua nacionalidade brasileira.
Os documentos exigidos para o registro incluem o formulário de Registro de Óbito, que deve ser preenchido e acompanhado de documentos como CPF, certidão de nascimento ou carteira de trabalho. Além disso, a certidão local de óbito e, se aplicável, a certidão de cremação também são necessárias. Todos os documentos devem ser apostilados para garantir validade no Brasil.
Custos da Repatriação
Os custos para a repatriação do corpo de Preta Gil são significativos, variando entre R$ 30 mil e R$ 200 mil, dependendo do país. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo mínimo pode chegar a R$ 120 mil. O advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito dos passageiros aéreos, destaca que o serviço funerário local representa de 40% a 60% do valor total.
Recentemente, o governo brasileiro, por meio de um decreto assinado pelo presidente Lula, estabeleceu que em casos excepcionais de mortes no exterior, o governo pode auxiliar no pagamento do translado do corpo. No entanto, essa ajuda não se estende às passagens para familiares que desejam viajar até o local da morte.
A situação de Preta Gil traz à tona a complexidade e os altos custos envolvidos na repatriação de corpos, um tema que afeta muitas famílias brasileiras que enfrentam a perda de entes queridos fora do país.
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