Em agosto, a Playboy brasileira completa 50 anos desde sua primeira edição, que foi lançada em 1975 sob o nome de Revista do Homem para escapar da censura da Ditadura Militar. Livia Mund, a primeira mulher a posar nua na revista, relembra sua experiência aos 19 anos e os desafios que enfrentou, como preconceito e censura. Na época, a revista tinha muitas restrições, como a proibição de mostrar bicos de seios e pelos pubianos, e era vista como uma ameaça pelo governo. A Playboy se destacou não só pelos ensaios sensuais, mas também por suas reportagens e entrevistas com personalidades famosas. A revista chegou a ter tiragens de 1,4 milhão de exemplares, tornando-se um marco na cultura brasileira. A publicação foi encerrada em 2015, mas Livia, agora com 70 anos, reflete sobre a influência da revista em sua vida e na sociedade, que continua a ver a Playboy como um símbolo de transformação cultural no Brasil.
Em agosto, a Playboy brasileira celebra 50 anos de sua primeira publicação, marcada por um contexto de censura durante a Ditadura Militar. Lançada em 1975, a revista inicialmente se chamou Revista do Homem para contornar restrições do governo, que temia a disseminação de conteúdo considerado imoral.
A primeira mulher a posar nua na revista, Livia Mund, relembra sua experiência ao lado da repórter Fernanda Pontes. Com apenas 19 anos, Livia foi escolhida para estrelar a edição inaugural, enfrentando desafios como preconceito e censura. “As pessoas passam a olhar para a gente de outra forma”, afirma Livia, que também se formou em jornalismo após uma carreira de 25 anos como modelo.
Durante os primeiros anos, a Playboy enfrentou severas limitações, como a proibição de fotos que mostrassem bicos de seios e pelos pubianos. A censura era tão intensa que a revista passou a ser vista como uma ameaça pelo governo militar, que acreditava que poderia ser um plano comunista para corromper a moral do país.
Impacto Cultural
A Playboy não apenas trouxe ensaios sensuais, mas também se destacou por suas reportagens e entrevistas com figuras icônicas, como Angelina Jolie, Ayrton Senna e Lula. A revista alcançou tiragens de até 1,4 milhão de exemplares, consolidando-se como um marco na cultura brasileira.
Após um longo percurso, a Abril deixou de publicar a Playboy em 2015, encerrando um capítulo significativo na história da mídia. Livia, agora com 70 anos, reflete sobre sua trajetória e o impacto que a revista teve em sua vida e na sociedade. A Playboy, com suas polêmicas e inovações, continua a ser um símbolo de transformação cultural no Brasil.
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