Michael Levin, um cientista que cresceu na União Soviética, agora pesquisa na Universidade Tufts sobre como padrões elétricos podem ajudar na regeneração de órgãos e no retardamento do envelhecimento. Ele também está criando robôs biológicos, chamados antrobots, usando células humanas. Levin começou sua jornada científica quando era criança e lidava com crises de asma. Ele se interessou por como as coisas funcionam, especialmente ao observar a eletricidade dentro de uma televisão. Hoje, ele estuda bioeletricidade, que considera uma forma de comunicação entre células. Essas células se conectam e cooperam, formando uma rede que ajuda a resolver problemas e a desenvolver organismos. Levin acredita que, ao entender melhor essas redes elétricas, será possível enviar comandos para as células, como instruções para se tornarem diferentes partes do corpo. Ele já conseguiu induzir planárias a crescerem múltiplas cabeças usando esses padrões elétricos. O desafio é descobrir como aplicar esses conhecimentos em humanos e desenvolver novos órgãos ou tratamentos.
Michael Levin, cientista da Universidade Tufts, investiga como padrões elétricos podem promover a regeneração de órgãos e retardar o envelhecimento. Levin, que cresceu na União Soviética, se tornou um especialista em bioeletricidade, área que considera essencial para entender o desenvolvimento de organismos vivos.
Levin descreve a bioeletricidade como uma “cola cognitiva” que permite que células cooperem e resolvam problemas de forma conjunta. Ele afirma que essas células possuem memória e são capazes de aprender a solucionar desafios. O foco de sua pesquisa é entender como as redes elétricas influenciam o desenvolvimento de órgãos a partir de uma única célula.
O cientista explora a possibilidade de aplicar esses conhecimentos em áreas como regeneração de tecidos humanos e controle do envelhecimento. Levin acredita que, no futuro, será viável enviar comandos específicos para células, instruindo-as a se tornarem diferentes tipos de tecidos, como olhos ou pele saudável.
Avanços em Bioeletricidade
Recentemente, o laboratório de Levin conseguiu induzir a formação de planárias com múltiplas cabeças através de estímulos elétricos. Essa descoberta abre portas para catalogar e replicar padrões elétricos que moldam a formação de órgãos. O desafio é coletar dados sobre esses estímulos, que variam conforme a espécie, órgão e idade.
Além disso, Levin desenvolveu os antrobots, robôs biológicos feitos a partir de células humanas. Esses dispositivos têm o potencial de contribuir para tratamentos personalizados de saúde. A criação de novos órgãos ou funções a partir de células ainda não exploradas representa um desafio significativo, mas Levin acredita na plasticidade das células para realizar tais tarefas.
A pesquisa de Levin pode revolucionar a medicina regenerativa, permitindo que células sejam manipuladas para curar doenças e regenerar partes do corpo humano. O cientista continua a investigar como mensagens elétricas podem ser utilizadas para guiar o desenvolvimento celular, com o objetivo de transformar a forma como tratamos condições de saúde.
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