A participação das mulheres no xadrez é baixa, com apenas 13% de jogadoras nos EUA e 11% entre as ranqueadas pela FIDE. O livro “May The Best Player Win”, de Kyla Zhao, traz uma jovem jogadora de xadrez como protagonista e discute questões de gênero e competição. A história segue May Li, que se destaca no time de xadrez da escola e enfrenta desafios, como a pressão de colegas que duvidam de suas habilidades. Zhao, que começou a jogar xadrez aos seis anos, usa suas experiências para inspirar jovens e desafiar estereótipos. A obra já é um sucesso em Cingapura e tem sido elogiada por sua abordagem acessível e envolvente. Zhao também destaca a importância de criar espaços para meninas no xadrez, ajudando a mudar a percepção de que o jogo é apenas para homens. O livro já foi usado como prêmio em torneios infantis e é comparado ao impacto da série “O Gambito da Rainha”. Zhao planeja lançar um novo livro em 2026, que abordará rivalidades de gangues na década de 1940.
A participação feminina no xadrez é baixa, com apenas 13% de jogadoras nos Estados Unidos e 11% entre as ranqueadas pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE). O romance “May The Best Player Win”, de Kyla Zhao, aborda essa questão ao destacar uma jovem jogadora em um contexto de competição.
A obra, que já faz sucesso em Cingapura, apresenta May Li, uma garota que integra o time de xadrez da escola e leva a equipe a um torneio nacional. Após ser reconhecida como a melhor jogadora do campeonato regional, May enfrenta resistência de colegas e até de um amigo, que questionam suas habilidades. Para provar seu valor, ela aposta em vencer o torneio interno da escola e se tornar capitã do time.
Kyla Zhao, autora de vinte e seis anos, começou a jogar xadrez aos seis e competiu durante a escola. Em entrevista ao Chess.com, ela revelou que sua experiência a levou a jogar apenas para vencer, o que a fez sentir-se um “fracasso” no xadrez. No entanto, Zhao se destaca como escritora e foi nomeada uma das personalidades da Forbes Under 30 da Ásia.
Representação e Inclusão
Zhao defende a importância da representação feminina no xadrez, não apenas entre jogadoras, mas também em funções como treinamento e jornalismo. Ela sugere iniciativas como salas para garotas em torneios escolares, afirmando que criar espaços de apoio é essencial para mudar a percepção de que o xadrez é um jogo masculino.
A obra “May The Best Player Win” já foi utilizada como premiação em torneios infantis e é elogiada por sua capacidade de inspirar tanto jovens quanto adultos. A campeã de xadrez Jennifer Shahade destacou que gostaria de ter lido o livro na infância, enquanto Carissa Yip, campeã mundial, afirmou que a obra captura a emoção da competição e o peso das expectativas.
O impacto do romance é comparado ao fenômeno gerado pela série “O Gambito da Rainha”, que também trouxe à tona a presença feminina no xadrez. Apesar do aumento no interesse pelo jogo, ainda existem desafios, como o sexismo enfrentado por jogadoras, conforme apontado pela enxadrista Susan Polgar. Zhao, que continua a apreciar o xadrez, planeja lançar um novo trabalho em dois mil e vinte e seis, abordando rivalidades de gangues na década de mil novecentos e quarenta.
Entre na conversa da comunidade