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Aumento das temperaturas e desastres naturais geram crise de saúde mental no México e Brasil

A eco-ansiedade e os traumas pós-desastre estão afetando a saúde mental no México, exigindo apoio urgente após eventos climáticos extremos.

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O aumento das temperaturas e a falta de água no México estão afetando a saúde mental das pessoas, especialmente jovens e jornalistas. Muitos estão enfrentando eco-ansiedade, que é a preocupação com a crise climática. Yanine Quiroz, uma jornalista de 33 anos, começou a sentir ansiedade e fadiga por causa da escassez de água e procurou ajuda profissional. Um estudo mostrou que mais da metade dos jovens entre 16 e 25 anos no México sente emoções negativas devido às mudanças climáticas, como ansiedade e impotência. O furacão Otis, que atingiu Acapulco em 2023, causou traumas em moradores como Diana Ruiz, que ainda lida com estresse pós-traumático. Profissionais de saúde mental ressaltam a necessidade de apoio psicológico após desastres naturais, já que as pessoas passam por momentos de incredulidade e estresse. Em comunidades indígenas, a perda de território e mudanças no meio ambiente geram tristeza e um sentimento de luto, conhecido como solastalgia. Especialistas sugerem que ações coletivas e buscar soluções para a crise climática podem ajudar a lidar com essas emoções. Pesquisadores também estão promovendo a preservação de territórios indígenas e a quebra do tabu sobre saúde mental nessas comunidades, mostrando que o tema está ganhando mais atenção.

Crise climática e saúde mental: o aumento da eco-ansiedade no México

O aumento das temperaturas e a crise hídrica no México têm impactado a saúde mental da população, com relatos crescentes de eco-ansiedade e traumas pós-desastre. Jornalistas, jovens e comunidades indígenas são os mais afetados, exigindo atenção urgente e apoio psicológico.

Preocupações com a escassez hídrica geram ansiedade

Yanine Quiroz, de 33 anos, jornalista de Ecatepec, relata ter desenvolvido fadiga e ansiedade diante da escassez de água em 2024. O medo de ver sua família e amigos sofrerem a levou a buscar ajuda profissional, diagnosticando eco-ansiedade – um estado de agitação e preocupação com a crise climática.

Jovens são os mais afetados

Um estudo do Centro de Pesquisa em Clima e Resiliência aponta que mais da metade dos jovens entre 16 e 25 anos no México experimenta emoções negativas, como ansiedade e impotência, diante das mudanças climáticas. A exposição prolongada ao calor também aumenta os riscos de transtornos de humor e até pensamentos suicidas.

Impacto de desastres naturais

O furacão Otis, que devastou Acapulco em 2023, deixou marcas profundas na saúde mental dos moradores. Diana Ruiz, de 35 anos, e sua mãe vivenciaram momentos de terror durante a tempestade, e as consequências psicológicas persistem, com relatos de estresse pós-traumático e dificuldades para dormir.

Atenção à saúde mental após desastres

Profissionais de saúde mental, como Berzaida López, da organização Médicos Sem Fronteiras, destacam a importância de oferecer apoio psicológico às vítimas de desastres naturais. A fase imediata após o evento é marcada por um sentimento de incredulidade e altos níveis de estresse.

Solastalgia e a dor da perda territorial

Em comunidades indígenas, como a Terena no Brasil, a perda de território e as mudanças no meio ambiente geram um sentimento de luto e desesperança, descrito como “solastalgia” pelo filósofo Glenn Albrecht. Regeane Oliveira Suares, estudante de medicina, relata a tristeza de ver sua terra natal se deteriorando.

A importância da ação e do apoio mútuo

Psiquiatras, como Nora Leal Marchena, da Argentina, enfatizam a importância de tomar medidas concretas para lidar com as emoções negativas. A participação em ações coletivas e a busca por soluções para a crise climática podem ser terapêuticas, especialmente para jovens.

Pesquisas e iniciativas para a saúde mental

Pesquisadores, como Antonio Grande, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, propõem a preservação de territórios indígenas, o respeito aos seus modos de vida e a quebra do tabu em torno da saúde mental nessas comunidades. Iniciativas como a criação de um capítulo de Saúde Mental Ambiental e Urbana na Associação de Psiquiatras da Argentina demonstram a crescente preocupação com o tema.

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