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Chocolates clássicos enfrentam críticas por reformulações que alteram sabor e saúde

Nestlé relança clássicos da Páscoa, mas consumidores criticam mudanças nas receitas, como a remoção de chocolate e adição de gordura vegetal.

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A Nestlé relançou os chocolates Surpresa e a bolacha Passatempo para a Páscoa, mas muitos consumidores ficaram decepcionados com as mudanças nas receitas. Eles reclamam nas redes sociais sobre a falta de chocolate e a adição de gordura vegetal. Especialistas explicam que essas alterações são parte de uma tendência de usar ingredientes mais baratos e ultraprocessados, especialmente devido ao aumento do preço do cacau. Um estudo mostrou que o consumo de produtos ultraprocessados pode aumentar o risco de doenças graves. Além disso, a falta de clareza nas informações sobre os ingredientes é criticada, pois algumas empresas fazem alegações de saúde que podem ser enganosas. Especialistas recomendam que os consumidores escolham produtos com menos aditivos e que usem cacau de qualidade, embora isso possa ser mais difícil de encontrar. A Nestlé não respondeu às críticas até agora.

Nestlé enfrenta críticas por mudanças em chocolates Surpresa e Passatempo

Com a Páscoa se aproximando, o relançamento de chocolates Surpresa e bolacha Passatempo pela Nestlé despertou nostalgia nos consumidores. No entanto, a expectativa de reviver sabores da infância rapidamente se transformou em frustração devido a alterações nas receitas.

Consumidores relatam ausência de chocolate e adição de gordura vegetal

Usuários nas redes sociais expressam decepção com a nova composição dos produtos. O designer Rian Dutra, com 490 mil seguidores no Instagram, apontou a remoção do chocolate na receita do Passatempo. Já o gastrólogo Davi Laranjeira, em seu canal no YouTube, destacou a adição de gordura vegetal ao chocolate Surpresa.

Especialistas alertam para tendência de substituição de ingredientes

As mudanças refletem uma tendência global de substituição de ingredientes tradicionais por versões mais baratas e ultraprocessadas. O coordenador do grupo de Pesquisa em Comportamento e Comida da Universidade de São Paulo (USP), Oliveira, explica que o aumento no custo do cacau tem levado as marcas a reduzir a quantidade da matéria-prima nobre.

Consumo de ultraprocessados e riscos à saúde

Um estudo francês publicado no *JAMA Internal Medicine* demonstrou que o aumento de 10% no consumo de ultraprocessados eleva o risco de morte em 14%. O nutricionista Oliveira ressalta que o consumo desses produtos está associado a doenças crônicas como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.

Falta de transparência e alegações de saúde questionáveis

A reformulação de produtos não é ilegal, mas a falta de transparência é criticada. Jônatas afirma que empresas adicionam micronutrientes para fazer alegações de saúde, criando uma falsa sensação de benefício. A engenheira química Francyne Souza, da ACT Promoção da Saúde, explica que a mudança na composição deve ser informada na embalagem, conforme a RDC 727/2022 da Anvisa.

Recomendações para o consumidor

Especialistas recomendam buscar produtos com o menor número possível de aditivos alimentares, evitando corantes e aromatizantes. Oliveira sugere investir em marcas que utilizem cacau em proporções adequadas, embora isso possa limitar o acesso a produtos de qualidade para a maioria da população.

A Nestlé foi procurada para comentar as críticas, mas não respondeu até o momento.

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