Stefano Volp lançou seu novo livro, “Santo de Casa”, que fala sobre a relação entre felicidade e dor em famílias que enfrentam a violência. A história é contada pelo irmão mais novo de uma família que se reúne para o enterro do pai, Zé Maria, uma figura respeitada na comunidade, mas temida em casa. O autor destaca que o que pode ser infelicidade para alguns pode ser felicidade para outros, e discute a crise da masculinidade e os padrões que aprisionam os homens. Volp, que cresceu na Baixada Fluminense e viveu a violência doméstica, usa a escrita como forma de cura e busca transmitir esperança em meio à dor. O livro foi escrito de maneira fluida, com os personagens guiando a narrativa, e é diferente de suas obras anteriores, pois ele buscou uma abordagem mais experimental. Volp começou a escrever como uma carta para sua mãe, que sofreu violência, e a dinâmica familiar retratada reflete suas próprias experiências. Ele dedica a obra ao seu terapeuta, reconhecendo a importância da terapia em seu processo de escrita.
Stefano Volp lança seu novo livro, “Santo de Casa”, que explora a complexa relação entre felicidade e dor em famílias afetadas pela violência. A obra, publicada pela editora Record, desafia a ideia de que todas as famílias infelizes são iguais, apresentando a narrativa sob a perspectiva do irmão mais novo de uma família marcada por segredos e traumas.
No enredo, três irmãos se reúnem para organizar o enterro do pai, Zé Maria, uma figura reverenciada na comunidade, mas temida em casa. Volp destaca que “o que é infelicidade para uns é felicidade para outros”, refletindo sobre a crise da masculinidade e os padrões patriarcais que aprisionam os homens em suas emoções. O autor observa que muitos homens buscam reconhecimento entre seus pares, frequentemente em detrimento das mulheres.
Volp, que cresceu na Baixada Fluminense, utiliza a escrita como forma de cura para suas experiências com violência doméstica. Ele afirma que “quis construir uma ficção que gerasse esperança apesar da dor”. O livro, que levou quase um ano para ser escrito, foi um processo fluido, onde os personagens pareciam ditar a narrativa.
Diferente de suas obras anteriores, como “O Beijo do Rio” e “O Segredo das Larvas”, Volp buscou uma abordagem mais experimental. Ele começou a obra como uma carta para sua mãe, vítima de violência, e a dinâmica familiar retratada reflete suas vivências. O autor dedica a obra a seu terapeuta, reconhecendo a importância da terapia em seu processo de escrita e autoconhecimento.
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