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Geração Z e Alfa adotam o ‘feed zero’ para reinventar a presença digital nas redes sociais

Gerações Z e Alfa adotam o "feed zero", priorizando conteúdos efêmeros e buscando maior controle sobre suas identidades digitais.

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A estudante Milena Rosa Félix, de 18 anos, decidiu apagar todas as fotos do seu Instagram, seguindo a tendência do “feed zero”, que é popular entre os jovens das gerações Z e Alfa. Essa prática mostra que eles querem ter mais controle sobre como aparecem nas redes sociais. Em vez de postar fotos permanentes, eles preferem usar os Stories, que somem após 24 horas, permitindo que mudem sua identidade online com mais liberdade. Milena diz que as fotos antigas não refletem mais quem ela é.

O professor Kenneth Corrêa explica que essa mudança acontece porque os jovens não querem ser definidos por uma única imagem. Eles se distanciam dos millennials, que costumam usar o feed como uma vitrine. Dado Schneider, especialista em gerações, observa que a busca por privacidade é uma forma de evitar a superexposição que os mais velhos costumam ter, o que é visto como “cringe”.

A Meta, que controla o Instagram, reconhece essa mudança, afirmando que os jovens ainda postam, mas de maneira diferente, focando em conteúdos mais efêmeros e privados. A pressão social também influencia, já que muitos jovens se sentem inseguros ao comparar suas vidas com as de influenciadores. Para lidar com isso, muitos criam contas secundárias para compartilhar momentos sem a pressão de ter um conteúdo perfeito. Essa tendência também está afetando os mais velhos, que estão postando menos, seguindo o exemplo dos jovens.

A estudante Milena Rosa Félix decidiu adotar o “feed zero” em seu Instagram, apagando todas as fotos de seu perfil. Essa prática, comum entre as gerações Z e Alfa, reflete um desejo por maior controle sobre a presença digital. Ao optar por conteúdos efêmeros, como os Stories, que desaparecem após 24 horas, os jovens buscam liberdade para reinventar suas identidades online. Milena afirma: “As fotos antigas não faziam mais parte da minha personalidade”.

O professor Kenneth Corrêa destaca que a fluidez é central nessa tendência, pois os jovens não desejam ser definidos por um único aspecto. O “feed zero” também se diferencia da abordagem dos millennials, que costumam usar o feed como uma vitrine. Para Dado Schneider, pesquisador das gerações, a busca por privacidade é uma forma de se distanciar da superexposição associada aos mais velhos, que é considerada “cringe”.

A Meta, controladora do Instagram, reconhece essa mudança de comportamento, afirmando que os jovens ainda postam, mas de maneira diferente. A empresa observa que a geração Z está se afastando da curadoria de um feed perfeito em favor de compartilhamentos mais efêmeros e privados. Esse movimento é impulsionado pela pressão social, onde muitos jovens se sentem inseguros em comparação com as vidas glamourosas de influenciadores e amigos.

Além disso, muitos jovens criam contas secundárias para compartilhar momentos sem a pressão de um conteúdo perfeito. Essa prática se reflete em um comportamento crescente entre os mais velhos, que também estão reduzindo suas postagens, influenciados pelas novas gerações. “Os jovens sempre são os early adopters”, afirma Corrêa, destacando a tendência de adaptação das gerações mais velhas às práticas dos mais jovens.

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