A tecnologia transformou a forma como nos conectamos, tornando a exposição nas redes sociais desproporcional em comparação com décadas anteriores. Nesse contexto, surgem fenômenos como o breadcrumbing, que se refere a migalhas emocionais, onde uma pessoa mantém o interesse do outro sem buscar um comprometimento real. Essa dinâmica levanta questões sobre a manutenção de vínculos […]
A tecnologia transformou a forma como nos conectamos, tornando a exposição nas redes sociais desproporcional em comparação com décadas anteriores. Nesse contexto, surgem fenômenos como o breadcrumbing, que se refere a migalhas emocionais, onde uma pessoa mantém o interesse do outro sem buscar um comprometimento real. Essa dinâmica levanta questões sobre a manutenção de vínculos pessoais e a construção de bem-estar nos relacionamentos.
A psicóloga Sara Kuburic enfatiza que o autoconhecimento é fundamental para lidar com essas questões. Ela aponta que a internet eliminou barreiras e responsabilidades emocionais, gerando problemas como falta de confiança e insegurança, especialmente entre os jovens que se deixam levar pela ideia de relações perfeitas promovidas online. A ausência de autoconhecimento, segundo a especialista, é uma preocupação crescente em meio à avalanche de informações e interações digitais.
A pandemia e o uso intensivo das redes sociais complicaram ainda mais as interações sociais. A comunicação agora se baseia em fotos, vídeos e “curtidas”, o que altera os códigos e a linguagem das relações. Kuburic observa que isso resultou em comportamentos problemáticos, como ghosting e gaslighting, mas também oferece oportunidades para conhecer novas pessoas e fortalecer laços.
A psicóloga destaca a importância do amor próprio e da honestidade nas relações. É essencial expressar descontentamentos em vez de ocultá-los nas redes sociais. Para Kuburic, o equilíbrio é crucial em todos os aspectos da vida, e estabelecer limites é fundamental para garantir segurança e amor, permitindo novas experiências e perspectivas.
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