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O uso excessivo do celular pode causar lesões e mudar a interação entre polegares e cérebro

- O uso excessivo de smartphones entre adolescentes pode ultrapassar 10 horas diárias. - Fisioterapeutas relatam aumento de lesões em polegares e coluna cervical. - Posturas inadequadas geram problemas como tendinites e cifose em jovens. - Especialistas alertam que o uso prolongado afeta a saúde ocular e cognitiva. - Não há evidências de mudanças evolutivas na anatomia humana por essa tendência.

O uso excessivo de celulares tem se tornado uma preocupação crescente, com adolescentes gastando em média até seis horas diárias no aparelho, e alguns ultrapassando dez horas. Especialistas alertam que essa dependência pode resultar em problemas físicos, como tendinite do polegar, conhecida como “WhatsAppite”, além de afetar cotovelos, ombros, pescoço e olhos. Jonatan Alonso Morte, […]

O uso excessivo de celulares tem se tornado uma preocupação crescente, com adolescentes gastando em média até seis horas diárias no aparelho, e alguns ultrapassando dez horas. Especialistas alertam que essa dependência pode resultar em problemas físicos, como tendinite do polegar, conhecida como “WhatsAppite”, além de afetar cotovelos, ombros, pescoço e olhos. Jonatan Alonso Morte, fisioterapeuta, destaca que os movimentos repetitivos e posturas inadequadas geram sobrecarga nos tecidos, levando a dores e rigidez.

Os problemas mais comuns estão relacionados à articulação trapeziometacarpal, especialmente entre jovens que abusam do uso de smartphones e consoles de videogame. A fisioterapeuta María Martín Jiménez observa que a tensão nos músculos das mãos é frequente, enquanto Roberto Ucero, especialista em mão, explica que o uso do celular altera a função natural do polegar, aumentando o risco de lesões. Para prevenir tais problemas, recomenda-se fazer pausas a cada 30 minutos e realizar exercícios de fortalecimento.

Além das lesões nos membros superiores, o uso prolongado do celular pode causar dores cervicais e dorsais, resultantes da postura curvada ao olhar para a tela. Martín alerta sobre o desenvolvimento de cifose em adolescentes, uma curvatura excessiva da coluna cervical. Especialistas sugerem evitar posturas fixas e realizar alongamentos regulares, além de apoiar os cotovelos ao usar o celular para reduzir a carga muscular.

Os efeitos do uso excessivo de celulares também se estendem à saúde ocular, com aumento da fadiga visual e miopia em jovens. Ana Belén Cisneros del Río recomenda a regra 20-20-20 para minimizar esses efeitos: a cada 20 minutos, olhar para algo a 20 pés de distância por 20 segundos. Embora haja preocupações sobre mudanças na interação entre cérebro e polegares, especialistas como Yang Wang e Douglas A. Parry afirmam que as alterações observadas são mais relacionadas a comportamentos do que a uma evolução anatômica significativa.

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