- A confiança na educação pública brasileira subiu quinze pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de trinta para quarenta e cinco por cento.
- A confiança no conjunto dos serviços públicos também avançou, de 24% em 2022 para 42% em 2025, com o governo federal passando de 26% para 38%.
- A pesquisa, com dois mil cidadãos, apontou melhoria na prestação de serviços e na justiça social como principais motores da confiança no Brasil.
- Medidas do Ministério da Educação, como Pé-de-Meia, Escola em Tempo Integral e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, contribuíram para avanços educacionais e maior percepção de equidade.
- O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 registrou mais de 4,8 milhões de inscritos; o Sisu 2026 atingiu recorde de 136 instituições, com 5 mil vagas novas, e houve recordes também para Prouni e Fies.
A OCDE divulgou dados inéditos mostrando que a confiança na educação pública brasileira aumentou 15 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 30% para 45%. O estudo destacou o Brasil como o país da América Latina com a maior melhoria na satisfação com a educação. A apresentação ocorreu em 9 de fevereiro, em debate online promovido pela CGU.
Segundo a pesquisa, a confiança nos serviços públicos também avançou de 24% para 42% no mesmo período, com o governo federal registrando 38% de aprovação, acima da média regional de 35%. A percepção de justiça social também evoluiu, acompanhando o aumento de satisfação com políticas públicas.
Onde e quando ocorreu a divulgação
O estudo foi apresentado no evento online “Confiança em foco: o Brasil no panorama da OCDE”, transmitido pelo canal da CGU. A cerimônia reuniu representantes de órgãos públicos e especialistas para discutir resultados e impactos da gestão pública.
O que impulsionou a melhoria
A OCDE apontou que a melhora na prestação de serviços públicos, bem como na equidade, foram motores centrais da evolução. A pesquisa envolveu 2 mil brasileiros de diferentes classes e regiões, mapeando percepções sobre educação e governança.
Ações do MEC citadas pelo relatório
Entre as políticas citadas, o Pé-de-Meia Básico beneficia quase 6 milhões de estudantes com auxílio mensal e premiações por desempenho no ENEM. A Escola em Tempo Integral ampliou matrículas para mais de 1,8 milhão de alunos entre 2023 e 2025.
Avanços na alimentação, alfabetização e conectividade
O PNLD distribuiu mais de 240 milhões de livros às escolas. A Estratégia Nacional Escolas Conectadas alcançou 70% de conectividade nas redes públicas, com 96 mil escolas já conectadas. O CNCA manteve metas de alfabetização até o 2º ano com avanços no índice de alfabetização.
Educação em números e programas de expansão
A educação básica recebeu investimentos relevantes, inclusive com o Novo PAC, que apoiará construção de escolas, obras paralisadas e transporte escolar. O Sisu 2026 registra 136 instituições participantes, com 5 mil vagas novas; o Prouni atingiu recorde de bolsas (mais de 590 mil) e o Fies prevê 112 mil vagas em 2026.
Expansão da educação superior e pesquisa
Foi anunciado o aumento de vagas e de estruturas, com 69 universidades federais existentes e planos para 71 no total. Novos campi, credenciamento de unidades e campi de ITA ampliam oferta de cursos, enquanto a pós-graduação recebeu aporte de 6,59 bilhões desde 2023 para bolsas e fomento à pesquisa.
Iniciativas de inovação e formação de professores
ImpaTech, ITA Fortaleza e Impa Tech Nordeste visam descentralizar oportunidades de formação científica. O governo também ampliou a assistência estudantil, elevando bolsas de permanência para indígenas e quilombolas, com perspectiva de universalizar o benefício em 2026.
Conectando metas públicas e educação
A gestão pública brasileira, segundo o estudo, ganhou legitimidade com medidas estruturais que fortalecem o acesso à universidade, além de redistribuir cargos de gestão nas federais para melhorar eficiência administrativa.
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