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Discurso de formatura de Lisa Su, CEO da AMD

Lisa Su exorta a turma do MIT a enfrentar os problemas mais difíceis, unindo mente e mão e apontando a IA como motor de avanços em medicina, ciência e energia

Lisa Su speaks at podium on stage.
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  • Lisa Su, formanda do MIT, fez as falas de formatura para a turma de 2026, destacando a experiência no campus, mesmo com a voz rouca.
  • Chegou ao MIT em 1986, aos 17 anos, e fez UROP que mudou sua visão de engenharia, desde laboratórios até a construção de dispositivos em wafers.
  • Trabalhou com o professor Dimitri Antoniadis durante o doutorado, aprendendo a resolver problemas e contribuindo com pesquisas originais; o lema Mens et manus ganhou significado ao longo do tempo.
  • Seguiu carreira na IBM e, há doze anos, tornou-se CEO da AMD, mostrando que engenharia é sobre fazer as ideias funcionarem e liderar equipes.
  • Enfatizou o papel da inteligência artificial como aceleradora de descobertas, especialmente na medicina, ciência, energia e clima, mas ressaltou que as pessoas são responsáveis pelas escolhas e pelo uso ético da tecnologia; aconselhou buscar problemas difíceis e confiar no instinto do engenheiro. Também agradeceu às famílias e parabenizou a Classe de 2026.

Aos formandos da MIT Class of 2026, Lisa Su, PhD ’94, graduanda e ex-aluna da instituição, compartilhou uma mensagem de iniciação à vida profissional. Em tom direto, a executiva descreveu a trajetória acadêmica e os aprendizados que a levaram a liderar grandes equipes no setor de tecnologia. A experiência, segundo ela, evidenciou o papel da engenharia como ponte entre teoria e aplicação prática.

Ao relembrar seus primeiros dias na MIT, Su destacou o impacto dos primeiros desafios acadêmicos e da cultura de colaboração do campus. Ela contou como as experiências em laboratórios, projetos e em UROP moldaram sua visão de engenharia e estimularam a busca por soluções reais em dispositivos cada vez menores e mais poderosos.

Trajetória acadêmica e aprendizados

A ex-aluna descreveu o crescimento desde as fases iniciais, passando pela orientação de seu orientador de PhD, até tornar-se pesquisadora atuante. O ethos MIT — pensar profundamente e construir — ficou marcado como núcleo de sua formação, ensinando a enfrentar problemas difíceis com persistência.

A transição para a indústria e o impulso coletivo

Ao ingressar na IBM, Su ressaltou que o valor da engenharia não depende da idade, mas da eficácia das ideias. No período seguinte, ao assumir a AMD, ajudou a orientar a empresa para focos de computação de alto desempenho, enfatizando o trabalho em equipe para alcançar resultados antes considerados inalcançáveis.

Inteligência artificial, saúde e responsabilidade

Su destacou que as mudanças tecnológicas recentes — Internet, uso móvel e computação em nuvem — pavimentaram a era da IA. Ela vê aplicações na medicina, onde a IA pode ampliar o acesso ao conhecimento médico e apoiar decisões clínicas, sem substituir profissionais, mas potencializando suas capacidades.

O papel das pessoas e a responsabilidade

A executiva reforçou que o futuro é definido por pessoas, não pela tecnologia isoladamente. Destacou a necessidade de julgamento, propósito e coragem para selecionar problemas relevantes e tomar decisões com responsabilidade, especialmente diante de dados imperfeitos.

Mensagem final aos formandos

Su encerrou lembrando que sorte favorece quem trabalha duro e assume riscos calculados. Incentivou a buscar problemas desafiadores, confiar no próprio instinto de engenharia e reconhecer o apoio de familiares e mentores. A saudação final foi de convite à ação para a turma de 2026.

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