- Aço de alto desempenho chamado Ferrium C61, desenvolvido no MIT com apoio de computação, já foi usado em Fórmula 1 e Baja 1000 e agora integra o carro elétrico da equipe MIT Motorsports para a competição Formula SAE Electric de 2026.
- A equipe MIT Motorsports recebeu amostra do C61 no último ano, com instruções de tratamento térmico, para fabricar as engrenagens do carro estudantil.
- O projeto foi liderado pelo professor Gregory B. Olson, que fundou, em 1985, o MIT Steel Research Group para acelerar o uso de designs computacionais de materiais.
- O Ferrium C61 foi comercializado pela QuesTek Innovations, empresa co-fundada por Olson, e mostrou melhoria significativa na durabilidade de engrenagens em competições off-road e Fórmula 1.
- Em Baja 1000, engrenagens feitas com o C61 passaram de vida útil de 0,6 corrida para, em média, seis corridas; na Fórmula 1, a fabricante Red Bull adotou o aço para o conjunto de engrenagens, reduzindo falhas e contribuindo para títulos.
Ferrium C61, um aço de alto desempenho com origens no MIT, ganhou espaço na indústria automobilística de competição. Desenvolvido com uso de computadores, o material já foi utilizado em carros de Fórmula 1 e no Baja 1000.
O aço chegou ao time MIT Motorsports, formado por estudantes, que incorporaram o Ferrium C61 no carro elétrico de 2026. A equipe vai competir no Formula SAE Electric, diante de outras universidades, em junho.
A história começa na década de 1980, com Gregory B. Olson e o MIT Steel Research Group. O grupo explorou o uso de bancos de dados de propriedades para criar novos materiais por meio de design computacional.
O caminho até o Ferrium C61
Olson e colegas mostraram que a abordagem funcionava, levando a um projeto de aços de alto desempenho para engrenagens de helicópteros. A divulgação ocorreu após participação em um documentário da PBS.
O aço desenvolvido passou a ser comercializado pela QuesTek Innovations, primeira produto da empresa. Embora não tenha entrado na Newman/Haas, a QuesTek levou o material a provas com provas de conceito para corridas off-road Baja 1000.
Impacto na competição
Para as corridas Baja 1000, o Ferrium C61 aumentou a vida útil das engrenagens de drive, de uma média de 0,6 corrida para cerca de seis provas. Essa melhoria foi apresentada a equipes de Fórmula 1 como potencial naima de confiabilidade de transmissão.
Segundo Olson, a Red Bull adotou o aço para o conjunto de engrenagens e não registrou falhas na transmissão, contribuindo para períodos de desempenho estáveis.
MIT Motorsports e o próximo desafio
A MIT Motorsports recebeu um lote de C61 da QuesTek, com instruções de tratamento térmico. Os estudantes, em sua maioria graduandos, fabricaram as engrenagens e o carro, buscando manter o custo e a disponibilidade do material.
A equipe planeja competir contra outras universidades no Formula SAE Electric, em junho, com foco na avaliação de desempenho de um carro totalmente elétrico movido a tecnologia de materiais avançados.
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