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Embrapa une cinco unidades Bioinova com R$ 14 milhões para acelerar transição

Bioinova reúne cinco unidades da Embrapa com R$ 14 milhões para transformar resíduos agroindustriais em energia e acelerar a descarbonização

Canola tropicalizada é uma das culturas energéticas
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  • Bioinova recebe R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para integrar cinco unidades da Embrapa e acelerar a transição energética com resíduos agroindustriais.
  • O projeto tem duração de 36 meses, dez metas técnicas e foco em transformar biomassa e resíduos em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica.
  • Unidades participantes são: Agroenergia (DF), Agroindústria Tropical (CE), Milho e Sorgo (MG), Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Trigo (RS).
  • entre as metas estão o desenvolvimento de canola tropicalizada para biodiesel e combustível sustentável de aviação, além de biocombustíveis, bioprodutos e fontes de energia como biohidrogênio e biometano.
  • Ao final, a Embrapa deve entregar processos e tecnologias com evidências de desempenho por meio de modelagens de ciclo de vida e impacto econômico-ambiental, para apoiar investimentos e políticas públicas.

O Bioinova é um projeto da Embrapa que une cinco unidades para acelerar a transição energética no Brasil. Com aporte de 14 milhões de reais da Finep, a iniciativa pretende transformar resíduos agroindustriais em energia e combustíveis renováveis. O lançamento ocorreu em 20 de maio.

A meta é desenvolver rotas tecnológicas para combustível de aviação, biohidrogênio, biometano, etanol e insumos de base biológica, reduzindo emissões e fortalecendo a competitividade das cadeias agroenergéticas. O foco está em evidências, qualificação de processos e entrega de soluções.

O projeto tem duração de 36 meses e envolve uso compartilhado de infraestrutura das cinco unidades da Embrapa: Agroenergia (DF), Agroindústria Tropical (CE), Milho e Sorgo (MG), Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Trigo (RS).

Estrutura e cooperação

O Bioinova terá estrutura de cooperação técnico-científica entre as unidades, com manutenção de equipamentos e suporte a pesquisas de campo. A proposta inclui projetos internos, parcerias e cooperação com instituições parceiras, para ampliar a entrega de soluções ao setor produtivo.

Segundo o líder do projeto, Guy de Capdeville, a iniciativa busca ampliar sinergias para acelerar soluções integradas. A ideia é conectar o campo às rotas tecnológicas de biocombustíveis e bioprodutos, com foco em aplicações práticas para produtores.

Espera-se a contratação de pelo menos 30 profissionais ao longo do projeto, entre graduandos, pós-graduandos e pesquisadores. Os recursos também cobrirão a manutenção da infraestrutura existente e a aquisição de novos equipamentos.

Metas técnicas e impactos

Entre as dez metas técnicas estão o desenvolvimento de canola tropicalizada para biodiesel e SAF, bem como a produção de três bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais. Também estão previstas plataformas de biotecnologia para áreas com estresse hídrico e salino.

O projeto prevê ainda etapas para etanol a partir de matérias-primas amiláceas, geração de hidrocarbonetos para SAF a partir de óleos de canola e macaúba, e a implementação de biocidas de baixas emissões para manejo de nematoides em cultivos de bioenergia.

Avaliação e perspectivas

A iniciativa incluirá modelagens de impacto econômico e ambiental, além de uma plataforma multifuncional com biologia integrativa, IA e biotecnologias para culturas energéticas. A cadeia de resíduos alimenta novas biomassas e, por consequência, novos biocombustíveis.

Ao final dos 36 meses, a Embrapa pretende entregar processos e tecnologias com evidências de desempenho, embasadas em avaliações de ciclo de vida. O objetivo é apoiar decisões de investimento e políticas públicas para ampliar o papel da agricultura na energia renovável.

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