- Países asiáticos aumentam o uso de carvão para compensar grandes déficits de energia provocados pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
- Na Coreia do Sul, as usinas a carvão terão sua operação estendida e limites de eletricidade provenientes de carvão serão flexibilizados.
- Filipinas declara emergência energética nacional e pretende ampliar a operação de suas usinas a carvão.
- Índia solicita que usinas de carvão operem na capacidade máxima, evitando desligamentos programados, enquanto Bangladesh aumenta a geração e as importações de carvão.
- A crise de gás natural liquefeito (GNL) se agrava com o fechamento do estreito de Hormuz, elevando o risco de preços e fornecimento na região.
O aumento do uso de carvão na Ásia ocorre para compensar déficits de energia provocados pela guerra entre EUA/Israel e o Irã. Países analisam como manter o fornecimento diante da queda de importação de energia.
Na Coreia do Sul, o Governo adiou o desligamento de usinas movidas a carvão e liberou mais energia dessas usinas. Na região vizinha, a Tailândia aumentou a produção na maior usina termelétrica a carvão. A Filipinas declarou emergência energética nacional e planeja ampliar a operação de suas plantas.
No sul da Ásia, a Índia busca manter a geração de energia com carvão a capacidade máxima, evitando interrupções programadas. Bangladesh também intensificou a geração e as importações de carvão em março, para atenuar a oferta de energia.
Causas e impactos
Especialistas apontam interrupções no fornecimento de LNG, promovido como “energia ponte” para a transição, mas com emissões maiores que o carvão quando exportado. O Estreito de Hormuz, passagem de cerca de um quinto do LNG mundial, ficou mais restrito devido a ações regionais.
Relatórios indicam queda de quase 30 bilhões de metros cúbicos de LNG em cadeias globais, com mais de 80% desse volume ausente na região Indo-Pacífico. As remessas que chegaram antes do agravamento do conflito devem chegar apenas na próxima semana.
Observa-se que a demanda na Ásia, incluindo gás para fertilizantes, havia de crescer nos próximos 25 anos. Países que possuem mais energia renovável tendem a ficar menos vulneráveis a choques de mercado, segundo especialistas.
Especialistas ressaltam que depender de carvão não é solução sustentável a longo prazo. Incentivar fontes renováveis pode melhorar a segurança energética regional e reduzir impactos ambientais e de saúde.
Gases e eletricidade estão sendo priorizados por governos para evitar apagões, enquanto o mês de março registrou medidas como flexibilização de licenças para parques e armazenamento de energia.
Analistas lembram que a recuperação de cadeias de LNG deverá levar anos. A prioridade é investir em fontes próprias de energia renovável para reduzir dependência de combustíveis fósseis no médio e longo prazo.
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