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Cortes no abastecimento de aviação afetam a Austrália por Coreia-China

Possíveis restrições de exportação de combustível de aviação na Coreia do Sul e na China ameaçam parte das importações australianas, elevando custos para companhias e passageiros

South Korean airlines have asked their government to redirect export-bound jet fuels back to the domestic market in a move which may threaten Australian imports of the critical resource amid the ongoing fuel crisis.
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  • Companhias aéreas da Coreia do Sul pediram ao governo para redirecionar exportações de combustível de aviação para o mercado interno, por preocupações com o abastecimento.
  • Se adotada, a medida pode afetar as importações da Austrália, que recebe cerca de um quarto do seu combustível de jato da Coreia do Sul.
  • A China já sinalizou restrições às exportações de combustível, elevando a apreensão na região, embora autoridades australianas digam que o fornecimento está assegurado até o fim de abril ou início de maio.
  • A Austrália depende de combustível de aviação estrangeiro para cerca de oitenta por cento do consumo anual, com estimativa de cerca de quatro bilhões de litros vindos da China e da Coreia do Sul sob dúvidas.
  • O governo sul-coreano tenta encaminhar o pedido ao Ministério do Comércio, Indústria e Recursos, mas o ministério afirmou não ter recebido a solicitação até o momento.

O Ministério de Transportes da Coreia do Sul informou que algumas companhias aéreas domésticas solicitaram às autoridades a redireção de combustíveis de aviação importados para o mercado interno, diante de uma crise de abastecimento. A medida apontaria para evitar a exportação de combustível de jato, o que poderia afetar até metade das importações australianas do combustível crítico. A informação foi confirmada por um funcionário do ministério ao Guardian.

Segundo o veículo, a pressão vem em meio a sinalizações da China de restrições a exportações de combustível, anunciadas ainda no mês em curso. Além disso, autoridades chinesas teriam indicado que o fornecimento de combustível para a Austrália estaria sob avaliação, elevando a apreensão sobre a oferta regional.

A Austrália depende de importações para cerca de 80% de seu combustível de aviação, com a China respondendo por aproximadamente um terço dessas importações de jet fuel. Dados da Australian Institute of Petroleum indicam que o país consome em torno de 10 bilhões de litros por ano, o que torna qualquer mudança nas fontes de abastecimento relevante para companhias aéreas e viajantes.

Subsequentemente, o governo australiano afirmou que o fornecimento de jet fuel proveniente da China e da Coreia do Sul permanece, em grande parte, em estado de incerteza. O ministro de energia australiano afirmou que o abastecimento chinês estava assegurado até o fim de abril ou início de maio, mas com ressalvas para o cenário regional.

A Coreia do Sul, por sua vez, é um grande refinador de combustível e exporta derivados de petróleo para a região. O ministro responsável pela pasta de transporte esteve reunido com autoridades do Ministério de Comércio, Indústria e Recursos, que supervisiona a política de exportação de combustível, para avaliar a possível restrição. Até o momento, nenhum porta-voz confirmou o recebimento de pedidos formais.

Várias companhias aéreas sul-coreanas enfrentam pressões com o aumento dos custos de combustível e com condições de fornecimento restritivas. Entre as medidas, várias empresas já reduziram serviços internacionais e anunciaram cancelamentos de voos, enquanto o governo impõe limites de preços de petróleo e restrições à exportação de gasolina, diesel e querosene desde 13 de março.

Entre as empresas impactadas, a Eastar Jet planeja cancelar 50 voos para o Vietnã entre maio e o final do mês, e a Air Busan, Aero K e outras reduziram operações internacionais a partir de abril. A Asiana Airlines implementou medidas de gestão de crise, tornando-se a segunda companhia a adotar esse tipo de protocolo após a T’way Air.

O governo sul-coreano não confirmou oficialmente pedidos de redirecionamento de combustível por parte de empresas específicas, e a Korean Air não respondeu aos questions, encaminhando‑as ao ministério de transporte. A Jeju Air informou apenas que continua buscando eficiência para mitigar o impacto dos preços elevados do combustível.

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