- Postos de combustível na Austrália registraram alta de até 25% na demanda nas últimas duas semanas, além de picos anteriores relacionados ao conflito com o Irã.
- Agricultores, o setor de frete e o comércio adiantaram compras de combustível, aumentando a procura no curto prazo.
- Governo federal e estados não cogitam racionamento, mas estudam medidas voluntárias (ex.: trabalho remoto) se a situação piorar; há reunião entre líderes para criar um plano nacional.
- Leis aprovadas previnem abusos de preços com multas de até 100 milhões, em tentativa de proteger consumidores diante de pressões no mercado.
- Números diários indicam postos com falta de diesel ou gasolina em estados como Nova Gales do Sul, Queensland, Victoria, entre outros, com variações conforme a demanda e o abastecimento.
O abastecimento de combustível na Austrália enfrenta interrupções após o anúncio de pressões internacionais envolvendo o Irã. Constatou-se aumento de demanda de até 25% nas últimas duas semanas, conforme dados da Australasian Convenience and Petroleum Marketers Association. Quase 200 postos relataram indisponibilidade de pelo menos um tipo de combustível em diversas regiões.
Autoridades apontam que a alta de consumo ocorreu em parte por antecipação de compras nos setores agrícola, de transporte de cargas e atividades comerciais. A possibilidade de racionamento ainda não está em análise, mas autoridades estudam medidas voluntárias para reduzir o uso em caso de piora.
O primeiro-ministro deve se reunir com governadores na próxima segunda-feira para discutir um plano nacional de resposta. O governo federal e os estados defendem evitar racionamento, mas não descartam ações como incentivar o teletrabalho quando possível.
Medidas e cenário atual
O ministro de Energia indicou que o racionamento só seria considerado em cenário extremo, com o conflito prolongado e impacto contínuo na oferta de petróleo. Em relatório recente, foram apresentados números diários de faltas varietais por estado, com variações entre diesel e gasolina.
Segundo o chefe de governo, há esforços para manter o abastecimento estável apesar das dificuldades. Dados apontam que a demanda elevada pode pressionar refinarias e redes de distribuição por semanas, com possíveis impactos nas petrol stations de várias regiões.
Especialistas destacam a dependência de importações para parte do diesel e da gasolina, o que torna o país vulnerável a oscilações internacionais. Analistas sugerem que medidas de apoio a setores intensivos em diesel, como mineração e transporte, podem ganhar relevância.
Cenário regional e ações locais
Geralmente, quando um tipo de combustível falta, o reabastecimento é realizado em até dois dias, segundo a Associação. Entidades estaduais defendem padrões nacionais para evitar desorganização durante crises, lembrando a experiência da pandemia de Covid-19.
Números diários compilados pelo governo mostram variações de abastecimento entre estados, com estados como New South Wales, Queensland e Victoria registrando equipes de fornecimento com faltas de diesel ou de gasolina. A situação permanece sob monitoramento constante.
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