- O CEO da Shell, Wael Sawan, alertou em conference de energia em Houston que a Europa pode enfrentar escassez de energia e racionamento de combustível se o estreito de Hormuz não reabrir para o transporte de petróleo e gás.
- A crise já afetou o suprimento de combustível para jatos; o preço do petróleo caiu para perto de $100 o barril após altas iniciais sobre $114.
- Sawan disse que a escassez pode se espalhar para o diesel, seguida pela gasolina, com possibilidade de início de shortages na Europa já em abril.
- A ministra da economia da Alemanha e outros participantes apontaram risco de escassez no fim de abril ou maio se o conflito continuar, defendendo maior importação de gás por navios-tanque.
- Observadores como Larry Fink, da BlackRock, disseram que, se o Irã permanecer uma ameaça e os preços ficarem elevados, haverá impactos profundos na economia global, com cenários que vão de recuo a níveis próximos de $70 a $150 o barril.
Wael Sawan, CEO da Shell, alertou que a Europa pode enfrentar escassez de energia e racionamento de combustível já em abril, caso o estreito de Hormuz não reabra para o tráfego de petróleo e gás. A declaração foi feita em uma conferência de energia em Houston, nos EUA.
Segundo Sawan, a crise energética já afetou o abastecimento de combustível de aviação e pode pressionar diesel e gasolina nos próximos meses. Ele afirmou que o problema começou há quatro semanas e tende a se agravar com a continuidade do conflito na região.
A Shell trabalha com governos para mitigar a crise e manter suprimentos de óleo e gás. A empresa já observa impactos nos preços, com a volatilidade no mercado global influenciando as tarifas de energia.
Repercussões e contextos
O discurso de Sawan repercutiu na imprensa internacional e foi acompanhado por autoridades europeias. Em paralelo, a Alemanha indicou preocupação com a segurança de fornecimento elétrico e a necessidade de ampliar importações de gás.
Autoridades econômicas temem que a persistência do conflito eleve os preços do petróleo a níveis históricos. O executivo de uma grande gestora de ativos também destacu cenários de impactos econômicos caso os preços permaneçam elevados.
Pelo lado internacional, analistas destacam que o desfecho depende de avanços diplomáticos e da capacidade de redirecionar fluxos de energia. A incerteza geopolítica segue sendo o principal fator de risco para o abastecimento global.
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