- O governo australiano reduziu temporariamente o ponto de fulgor do diesel de 61,5 °C para 60,5 °C por seis meses para ampliar o abastecimento com importações de mercados de temperaturas de queima ligeiramente menores.
- A medida acontece após a redução dos padrões de gasolina por sessenta dias, medida que pode acrescentar cerca de 100 milhões de litros ao mercado local.
- Em New South Wales, pelo menos 164 postos estavam sem diesel e 289 faltavam pelo menos um tipo de combustível; o estado tem 2.417 postos no total.
- Em outros estados, havia 55 postos sem diesel em Queensland, 35 sem gasolina comum; 162 em Victoria, 46 em South Australia e 6 em Western Australia sem suprimento completo; em Tasmania, um posto sem diesel e seis sem gasolina.
- Analistas dizem que há apenas três semanas de importações estáveis restantes, com refinarias da Ásia reduzindo produção e seis carregamentos já cancelados; alternativas incluem aquisições mais longas no US e na Europa. A NRMA relatou aumento de 15% nas ocorrências de motoristas sem combustível em NSW neste mês.
Australia reduz padrões de diesel para ampliar fornecimento diante de estoques em risco
O governo federal informou que flexibilizou temporariamente o critério técnico do diesel, o ponto de fulgor, para facilitar importações de mercados com temperaturas de queima um pouco menores. A medida tem duração de seis meses.
A mudança ocorre após o governo já ter flexibilizado os padrões de gasolina por 60 dias, movimento que deve aumentar em aproximadamente 100 milhões de litros o abastecimento local. A meta é evitar desabastecimentos generalizados.
Pelo menos 164 postos em New South Wales ficaram sem diesel, enquanto 289 apresentaram indisponibilidade de pelo menos um tipo de combustível. O estado tem 2.417 postos no total.
Impacto por estados e perspectivas de fornecimento
Em Queensland, 55 postos não tinham diesel e 35 não tinham gasolina comum. Em Victoria, 162 indisponibilidades de algum combustível, com 46 em South Australia e seis em Western Australia. Tasmaniam tinha um posto sem diesel e seis sem gasolina comum.
Analistas alertam que há apenas cerca de três semanas de fornecimento com recebimentos certos de importação, à medida que fornecedoras asiáticas reduzem a produção de gasolina diante de tensões regionais.
Dois grandes refinadores na Singapura e em Taiwan, que atendem a Austrália, tiveram queda de produção superior a 10% desde o início do conflito. Já foram canceladas seis remessas até o momento.
Especialistas estimam que mais cargamentos possam ser cancelados nas próximas semanas, com tendência de quedas na oferta de combustível vindos de fora da região.
O aumento de preços e de custos de importação levou importadores australianos a buscar combustível adicional junto aos Estados Unidos, segundo analistas. A capacidade de pagar prêmios pode manter a Austrália em posição de competir por cargas.
Alguns governadores estaduais pedem coordenação mais firme do governo federal para a distribuição de combustível. Medidas de gestão de demanda, como possível racionamento, podem ser consideradas, segundo lideranças locais.
A NRMA informou alta de 15% no total de atendimentos a motoristas com o combustível acabado neste mês em New South Wales, totalizando cerca de 306 ocorrências em março.
Entre na conversa da comunidade