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Centenas de postos na Austrália ficam sem combustível após acordo com Cingapura

Centenas de postos sem combustível na Austrália após acordo com Singapura; governo aponta planejamento prudente e sem racionamento imediato

The minister for climate change and energy, Chris Bowen, said state governments had been given ‘significant powers’ in regards to the ongoing fuel crisis but that public information campaigns would be the first step.
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  • Centenas de postos de combustíveis na Austrália ficaram sem combustível, enquanto o governo assinou acordo com Singapura para manter o abastecimento de diesel e gasolina.
  • No estado de Victoria, 109 estabelecimentos ficaram sem pelo menos um tipo de gasolina; em Queensland, 47 sem diesel e 32 sem gasolina comum; em New South Wales, 37 postos ficaram sem gasolina.
  • O governo afirmou que não há previsão de racionamento imediato, mas realizou planejamento de contingência e delegou poderes a governos estaduais para agir se necessário.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese e o premiê de Singapura, Lawrence Wong, divulgaram declaração conjunta reafirmando a continuidade do comércio de energia entre os dois países.
  • Há discussão sobre usar exportações de gás e carvão da Austrália como alavanca para manter importações de petróleo, com apoio de diferentes partidos e propostas de medidas adicionais, sem ações rápidas anunciadas para o momento.

Hundreds de postos de combustível em toda a Austrália enfrentam falta de etanol e diesel, enquanto o governo federal fechou acordo com Singapura, importante fornecedora de petróleo refinado, para manter o fluxo de diesel e gasolina. A medida ocorre em meio a tensões sobre exportações de carvão e gás para enfrentar a crise.

O ministro de Energia, Chris Bowen, informou ao parlamento que 109 pontos em Victoria ficaram sem pelo menos um tipo de gasolina, 47 em Queensland sem diesel e 32 sem gasolina comum, além de 37 postos em New South Wales sem gasolina. O premier de NSW havia relatado, mais cedo, 105 postos sem diesel no estado.

Bowen não divulgou números de Western Australia, Northern Territory, South Australia ou Tasmania, nem a data exata em que souberam da não entrega de seis cargueiros de óleo, apenas disse que o processo foi gradual e nem todas as remessas foram canceladas no mesmo dia.

Cenário de suprimentos e ações do governo

Segundo o ministro, não há perspectiva imediata de racionamento de combustível, mas o governo realiza planejamento prudente de contingência e delegou poderes relevantes aos governos estaduais para agir se necessário. O passo inicial seria campanhas de informação e incentivo à economia de combustível.

Fontes oficiais indicaram que os estados seriam acionados antes de qualquer decisão federal de declarar emergência nacional de combustível. O governo destacou que já trabalha com medidas de planejamento para evitar desabastecimento generalizado.

Cooperação internacional e impactos

O primeiro-ministro Anthony Albanese firmou comunicado conjunto com o premiê de Singapura, Lawrence Wong, reafirmando a continuidade do comércio de energia entre as nações. Singapura é grande fornecedor de petróleo importado pela Austrália.

Especialistas em energia têm levantado o risco de países restringirem exportações para atender demandas internas, o que ampliaria o desafio logístico. No acordo bilateral, Canberra e Cingapura destacaram a importância de manter o fluxo de bens essenciais, como combustíveis, entre as duas economias.

Contexto político e perspectivas

Analistas apontam que o governo pode recorrer a alavancas de exportação de gás natural e carvão para assegurar importações de petróleo, embora exista debate sobre novas medidas fiscais e estratégicas no setor de energia. A oposição tem defendido que essas ações devem considerar impactos econômicos amplos.

Entre oposicionistas, há apoio à ideia de manter o suprimento estável com parcerias internacionais, ao mesmo tempo em que se avaliam opções para reduzir vulnerabilidades da matriz energética. O governo não divulgou planos para mudanças rápidas no regime de sanções.

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