- A Austrália enfrenta pressão para responder de forma contundente ao choque de óleo, com propostas de reduzir velocidade nas estradas, restringir uso de carros em grandes cidades e incentivar mais home office.
- O governo avalia usar a exportação de gás para garantir o retorno de petróleo no futuro, incluindo possível taxação de gigantes do setor de combustíveis.
- Governos estaduais discutem planos de racionamento se necessário, e a Comissão Australiana de Competição e Consumo (ACCC) ganhará poderes e multas maiores para punir prática de tabelas de preços abusivas.
- O governo federal trabalha em ampliar alavancas, incluindo cooperação mais estreita com estados sobre distribuição e logística.
- A situação é dinâmica: houve interrupções de fornecimento em meses recentes, com seis cargueiros de petróleo cancelados neste mês, mas os estoques de gasolina onshore tinham aumentado.
A recuperação do abastecimento de óleo no país segue sob pressão, com o Governo federal buscando medidas de curto e longo prazo para reduzir o impacto. No momento, autoridades discutem alavancas menos convencionais, incluindo o uso de exportações de gás para assegurar fornecimento de petróleo no retorno.
A ministra Madeleine King sinalizou intervenções estratégicas, entre elas a ideia de interdependência energética com parceiros como Japão, Coreia do Sul e Cingapura. O objetivo é manter suprimentos estáveis de óleo e de insumos petroquímicos em meio a choques globais.
O governo trabalha para fortalecer a atuação do ACCC, prevendo aumentar a multa máxima de 50 milhões para 100 milhões de dólares em casos de prática enganosa de fornecedores de combustível. Distribuição logística e cooperação entre esferas de governo também entram na pauta.
A educação de preços e o combate a abusos serão alvo de ações legislativas neste mês, com mudanças visando endurecer respostas a políticas de precificação abusiva. Ao mesmo tempo, autoridades avaliam cenários de aperfeiçoamento da segurança de fornecimento diante de interrupções.
Paralelamente, a imprensa acompanha relatos de quedas e atrasos no fornecimento de petróleo, com alguns envios internacionais suspensos ou cancelados. Em contato com o setor, autoridades indicaram que reservas internas de gasolina têm apresentado leve aumento, ainda que a demanda permaneça elevada.
Analistas lembram que o cenário é dinâmico e que reformas estruturais podem levar tempo. Enquanto isso, o governo avalia planos de contingência para manter o abastecimento em diferentes cenários de crise.
A visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a Austrália ocorre em meio a negociações de um acordo comercial e a perspectivas de um pacto de defesa. A presidente deve falar ao parlamento australiano, na ocasião enfatizando temas de cooperação internacional.
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