- A Agência Internacional de Energia recomenda medidas de emergência, como reduzir velocidades e restringir horários de circulação, para conter demanda por petróleo em caso de aperto na oferta global.
- O governo do Reino Unido analisa planos de contingência para reduzir consumo de combustível, incluindo trabalhar de casa e incentivar transporte compartilhado e condução eficiente.
- O DESNZ assegura que não há falta de combustível no país, mas aponta a necessidade de medidas para manter abastecimento suficiente para usos essenciais.
- Contingências existentes preveem prioridade de combustível para serviços críticos e restrições de compra por motoristas privados, com possível fechamento Noturnos de postos.
- A implementação de limites de velocidade de até dez milhas por hora a mais em autoestradas e restrições de circulação de carros particulares em cidades são opções em avaliação, com base na capacidade de impor tais regras.
O governo do Reino Unido avalia medidas de contingência para reduzir o consumo de combustível, diante de riscos de interrupção no abastecimento global de petróleo. Entre as opções em estudo estão reduzir limites de velocidade e restringir horários de circulação de veículos, segundo fontes oficiais.
Não há falta imediata de combustível no país, mas autoridades do Department for Transport trabalham com o Department for Energy Security and Net Zer o DESNZ para analisar ações que diminuam a demanda por óleo. A iniciativa acompanha recomendações da IEA.
A Agência Internacional de Energia sugeriu, entre outras medidas de emergência, incentivar o trabalho remoto, compartilhamento de transporte e condução mais eficiente para enfrentar elevação de preços e possíveis falhas de fornecimento provocadas por conflitos no Oriente Médio.
Em relação ao uso cotidiano, a DESNZ sinalizou confiança na diversidade e resiliência do suprimento de combustível do Reino Unido, mencionando a necessidade de priorizar uso doméstico essencial, como cozimento, em caso de escassez. A orientação da IEA é global.
O plano de emergência do Reino Unido para escassez de combustível, atualizado pela última vez em 2024, prevê racionamento de gasolina e horários restritos de funcionamento de postos de combustível. Em cenários severos, veículos de serviço público teriam prioridade.
As equipes governamentais estariam consideradas acionáveis em ações vindas do DfT, incluindo reduzir a velocidade em rodovias. A medida seria simples de implementar, com sinalização eletrônica já existente em trechos importantes.
A redução de velocidade em até 10 mph poderia ser aplicada em autoestradas, segundo fontes. Em trechos já usados para políticas de poluição, limites mais baixos já foram testados, como na M6 próxima a Birmingham.
Medidas adicionais da IEA incluem limitar a circulação de carros privados em áreas centrais, prática já adotada em cidades como Paris, Delhi e Atenas, em diferentes momentos nas últimas décadas.
A tecnologia de reconhecimento de placas, presente em parte da malha rodoviária britânica, poderia viabilizar o cumprimento de restrições de circulação, embora haja resistência política. Autoridades estaduais e municipais enfrentam desafios operacionais.
A Network de monitoramento com milhares de câmeras de rodovia facilitaria a fiscalização, mas representantes de empresas como a National Highways não comentaram sobre o tema. Já a Transport for London destacou questões legais para ampliar poderes de implementação.
O aumento recente no preço dos combustíveis já é observado pelo RAC, que indica alta de 9% no litro de gasolina e 17% no diesel desde o início do conflito. Estimativas indicam novos reajustes até a Páscoa.
Desse modo, o governo avalia como encaixar eventuais medidas sem desencadear pânico. Não há indicativo de problemas de produção ou de importação de combustíveis no momento, segundo DESNZ.
Especialistas ouvidos pelo veículo apontam que reduzir o consumo é uma ferramenta para mitigar impactos até que haja estabilização de oferta. Recomenda-se condução mais eficiente e planejamento de viagens para reduzir gastos.
Representantes de setores empresariais dizem estar atentos à possibilidade de trabalho remoto, mas ressaltam que mudanças abruptas exigiriam orientação oficial. As respostas variam conforme o setor e a necessidade de manter operações.
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