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Óleo volta a fluir pelo oleoduto da Califórnia após ordem de Trump

Oleoduto na Califórnia volta a operar após ordem de Trump, com uso da Defense Production Act, provocando reação de autoridades locais e impactos ambientais e energéticos

Offshore gas platforms in Huntington Beach, California. The president invoked powers in the Defense Production Act to restart the pipeline.
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  • O oleoduto costeiro da Califórnia recomeçou o fluxo de petróleo pela primeira vez desde 2015, após ordem da administração Trump.
  • A Sable Offshore Corporation, nova proprietária, informou que o abastecimento já ocorre no sistema Santa Ynez.
  • O encargo foi fechado em 2015 depois de um grande derramamento, que causou danos ambientais significativos; a Sable assumiu o oleoduto da ExxonMobil em 2024.
  • Trump citou necessidades de suprimento de energia em meio à guerra com o Irã e invocou poderes da Lei de Produção de Defesa para reabrir o sistema sem aprovação regulatória.
  • Autoridades da Califórnia críticas à medida; o governador Gavin Newsom ameaçou processar e pediu a remoção do oleoduto do parque estadual de Gaviota.

O petróleo voltou a fluir pelo sistema de oleodutos Santa Ynez, na Califórnia, após uma ordem do governo federal. O fluxo ocorreu pela primeira vez desde 2015, quando houve um grande derramamento. A Sable Offshore Corporation anunciou que o óleo offshore já está em trânsito pela unidade Santa Ynez e pelo sistema de gasodutos que atravessam vários condados do estado.

O oleoduto ficou fechado desde 2015, após uma ruptura que causou um dos maiores derramamentos da Califórnia. Milhares de animais foram afetados, muitos morrendo encobertos pela óleo cru. A Sable herdou a linha de ExxonMobil em 2024 e busca reativar a produção offshore.

A retomada ocorre depois que, na sexta-feira, o ex-presidente Donald Trump determinou a reabertura mesmo sem aprovação regulatória. A medida invoca poderes de emergência sob a Defense Production Act, citando necessidades energéticas no contexto do conflito no Irã.

Paralelamente, autoridades da Califórnia criticaram a decisão. O governador Gavin Newsom ameaçou processar o governo federal e a empresa, destacando riscos para a população e para a costa. A pasta de Parques e Recreação estadual também notificou a Sable para remover a operação do parque Gaviota.

As ações da estatal ocidental chegam em meio a alta nos preços de petróleo e gás provocada pela tensão entre EUA e Irã. Analistas apontam como um dos choques históricos de oferta no mercado global de energia. A IEA ordenou, ainda, a maior liberação de reservas governamentais já registrada.

Contexto regulatório e mercado

A intervenção federal ocorre em meio a um histórico de promessas de expansão de extração na costa da Califórnia. Em 2025, o governo já havia sinalizado apoio a licitações offshore, com propostas para novas vendas entre 2027 e 2030 e maior atividade no Golfo do México Oriental.

Autoridades estaduais enfatizam que a decisão aumenta a incerteza regulatória e pode impactar a segurança pública e o meio ambiente. A Sable expressou disposição para cumprir as normas na medida do possível e colaborar com a Casa Branca e agências competentes.

O fluxo de óleo também eleva a preocupação com impactos locais. O parque estadual afetado e comunidades vizinhas acompanham de perto os desdobramentos. A situação se enquadra no cenário de tensões geopolíticas que afetam preços e disponibilidade de energia.

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