- A secretária do Tesouro, Rachel Reeves, não descartou zerar o aumento previsto do imposto sobre combustível em setembro, dizendo que “nada está fora da mesa” para ajudar consumidores com os custos de energia.
- Ela afirmou que opções de apoio direcionado e medidas mais amplas estão sendo avaliadas, mas ainda é cedo para confirmar a necessidade de ajuda emergencial.
- O governo busca desescalar o conflito no Irã e facilitar a passagem de exportações de petróleo pelo estreito de Hormuz, além de trabalhar com a Agência Internacional de Energia (AIE) para liberar reservas estratégicas.
- Reeves indicou que há planos de intervenção de curto prazo para evitar lucros excessivos dos revendedores e ressaltou a importância de maior competição e transparência nos preços dos combustíveis.
- Se não houver mudança rápida, a suspensão temporária do corte de 5p no imposto sobre combustível, vigente desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, pode ser revista, conforme avaliação de medidas futuras.
Rachel Reeves indicou que nada está off the table para ajudar os consumidores com o aumento dos custos de energia, incluindo a possibilidade de revisar o aumento previsto da tarifa de combustível em setembro. A afirmação foi feita durante reunião com a comissão de Tesouro.
A chanceler afirmou que está explorando opções de apoio direcionado, bem como medidas mais amplas, mas ressaltou que ainda é cedo para confirmar a necessidade de ajuda emergencial. O clima econômico permanece volátil.
A tensão no Oriente Médio influencia o mercado de energia, com Reeves destacando a prioridade da de-escala do conflito e a passagem segura de exportações de petróleo e gás pelo estreito de Hormuz. O governo busca descerbar preços do crude.
Ela sinalizou que o Tesouro trabalha em planos de contingência para um eventual pacote de apoio à energia, visando famílias em elevação do custo de vida. Ainda assim, não houve definição sobre medidas específicas.
Contexto energético
Reeves informou que o governo está disposto a liberar estoques estratégicos de petróleo com apoio da IEA, para conter altas de preços até que haja estabilização no mercado.
A parlamentar mencionou também a importância da competição e da transparência nos preços praticados por revendedores, para evitar repasse de lucros excessivos no cenário atual.
As perspectivas para a inflação no Reino Unido foram citadas pelo Office for Budget Responsibility, que aponta riscos de alta até o fim do ano devido à crise no Médio Oriente, o que pode limitar o espaço fiscal para medidas emergenciais.
Reeves destacou que o Reino Unido está mais protegido a médio prazo, graças ao investimento em energias renováveis, que reduz a dependência de petróleo e gás. Ainda assim, o governo continua atento aos impactos no bolso dos cidadãos.
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