- As tarifas máximas de energia na Grã-Bretanha caíram 7% para £1.641 por ano, a partir de abril, para a média de gás e eletricidade.
- A redução de £117 por ano beneficia milhões de domicílios, mesmo com o plano anterior de Reeves de cortar £150 por ano.
- A mudança ocorreu após o governo realocar parte dos custos de rede verde para a tributação geral e reduzir um esquema de eficiência energética financiado pelos tarifantes.
- O corte não elimina o custo alto da energia, que permanece substancialmente acima dos níveis pré-crise energética, influenciado por preços de gás e pela transição energética.
- A cobrança direta aos consumidores varia conforme o consumo, mas vale para todos os lares, independentemente da tarifa.
O preço máximo que as operadoras podem cobrar pelos serviços de gás e eletricidade na Grã-Bretanha cairá 7% no trimestre de abril, passando a 1.641 libras por ano para a fatura média de um agregado de gás e eletricidade. A queda reduzida ocorre apesar da promessa do governo de cortar 150 libras anuais.
A queda reflete, em parte, a decisão da ministra Rachel Reeves, anunciada no orçamento de novembro, de transferir parte dos custos energéticos para a tributação geral e de eliminar um esquema de eficiência energética financiado pelos consumidores. O efeito total atende a famílias com diferentes tarifas.
Mesmo com a redução, a despesa com energia permanece cerca de um terço superior ao nível anterior à crise energética europeia desencadeada pela invasão russa da Ucrânia. Altos preços continuam pressionando dívidas domésticas e investimentos na rede.
Detalhes da redução e reação
Tim Jarvis, da Ofgem, destacou que o recuo ocorre em meio a queda recente dos preços de wholesale e ao investimento na rede energética. O principal impulsor foi a mudança de custos de política anunciada pelo governo.
Peter Smith, da National Energy Action, avalia que a queda é bem-vinda, mas ainda insuficiente para famílias de baixa renda, especialmente em habitações com baixa eficiência energética. A organização mantém o alerta sobre dificuldades financeiras.
Clare Moriarty, da Citizens Advice, afirmou que a queda é positiva, porém muitos seguem com contas elevadas. Ela cita mudanças previstas na cobrança do warm home discount que podem reduzir o apoio a quem mais precisa.
No comparativo com 2025, o novo teto aparece 12,3% abaixo, corrigido pela inflação, representando uma redução de 231 libras no período correspondente. A cobrança incide sobre cerca de 29 milhões de clientes residenciais.
Contexto fiscal e perspectivas
A decisão orçamentária de Reeves deslocou encargos de renováveis para o orçamento geral, reduzindo o custo direto ao consumidor. A mudança também envolve o fim de um esquema de eficiência energética financiado pelo consumidor.
Analistas de mercado destacam que a trajetória de custos depende de preços de gás no mercado internacional e de decisões sobre a transição energética. O debate público acompanha a relação entre tarifas, segurança energética e custo de vida.
Entre na conversa da comunidade