- A Enel pediu ao governo brasileiro a criação de “corredores de energia” na região metropolitana de São Paulo, com corte e replantio de árvores para reduzir apagões causados por cabos da rede aérea.
- O plano prevê cortar árvores altas e plantar espécies menores, mantendo o mesmo número total de árvores na área. A proposta já seria enviada em carta ao presidente Lula e ao ministro.
- O CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que, diante de ventanias, a rede aérea facilita quedas de cabos e pediu escolha entre rede subterrânea ou corte de árvores.
- A Enel sustenta que tem cumprido os requisitos contratuais e não haveria base legal para caducidade da concessão, apesar de discussões sobre a continuidade da distribuidora paulista.
- O executivo negou interesse em vender a distribuidora e declarou confiança em uma solução racional que preserve investimentos no Brasil, mencionando ainda o acordo Mercosul com a União Europeia.
A Enel apresentou ao governo brasileiro uma proposta para reduzir apagões na Grande São Paulo por meio de cortes e replantio de árvores na região metropolitana. A ideia envolve a criação de corredores de energia elétrica para evitar quedas de cabos da rede aérea durante ventanias.
O anúncio foi feito pelo CEO global da companhia, Flavio Cattaneo, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23). Ele destacou que o plano prevê a substituição de árvores altas por espécies menores, mantendo o mesmo volume de árvores na área.
Conforme Cattaneo, o objetivo é evitar interrupções de fornecimento causadas por quedas de árvores que danificam os cabos em eventos climáticos adversos. A ação envolveria corte seletivo e replantio para manter a cobertura vegetal, com impactos ambientais avaliados.
Proposta e aspectos legais
Segundo o executivo, a Enel já planeja enviar uma carta aos chefes do governo para apresentar a solução, que pode incluir rede subterrânea como alternativa ou a substituição por árvores menores. O foco é reduzir apagões sem comprometer a quantidade de árvores.
Cattaneo ressaltou que a rede aérea dificulta evitar interrupções em ventanias. A companhia argumenta que tem cumprido os requisitos contratuais de distribuição de energia, defendendo a legalidade da proposta, mesmo diante de pressões sobre a caducidade da concessão.
A Enel também afirmou acreditar que não há base para encerrar a concessão com base em decisões políticas. O executivo mencionou que a caducidade não deve ser influenciada por acontecimentos passados de 2023, conforme análises contratuais da empresa.
A empresa reiterou que não tem intenção de vender a distribuidora paulista, afastando especulações de mercado. A Enel segue defendendo que investimentos no Brasil devem continuar, desde que haja decisões baseadas no mérito técnico e regulatório.
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