- O presidente executivo da Enel disse que há boas discussões para apresentar uma solução definitiva para os apagões na rede de São Paulo.
- A dificuldade principal é a rede aérea na região metropolitana, com queda de árvores que danificam cabos e dificultam o restabelecimento da energia.
- A Enel informou que, segundo o departamento jurídico e a subsidiária brasileira, houve recuperação de 50% na qualidade do serviço em São Paulo no último ano.
- Em outros estados onde atua, Ceará e Rio de Janeiro, as negociações para prorrogação de contratos de distribuição estão praticamente concluídas.
- A Aneel avalia a caducidade do contrato da Enel São Paulo, em meio a pressão pública após apagões, especialmente o de dezembro que afetou cerca de 4,4 milhões de consumidores.
- A Enel também anunciou um plano de investimentos de 53 bilhões de euros para 2026–2028, com cerca de 6,2 bilhões de euros destinados à América Latina.
A Enel informou ao mercado que mantém “boas discussões” para apresentar uma solução definitiva aos apagões na rede de distribuição de energia em São Paulo. O executivo destacou as dificuldades com a rede aérea da região metropolitana e o impacto de quedas de árvores nos cabos.
Flavio Cattaneo, presidente-executivo do grupo italiano, fez as declarações durante apresentação do novo plano estratégico para os próximos anos. O objetivo é evitar a reincidência de interrupções no abastecimento, segundo o executivo.
Segundo ele, a recuperação da qualidade do serviço em São Paulo já atingiu cerca de 50% no último ano, com o trabalho do departamento jurídico e da subsidiária brasileira mostrando a capacidade da empresa diante das autoridades locais.
Ele afirmou ainda que as negociações sobre renovações contratuais em Ceará e Rio de Janeiro estão praticamente concluídas, indicadas como próximas etapas do processo de concessão.
Desafios em São Paulo
As falhas na região metropolitana são atribuídas principalmente à rede aérea. A empresa aponta que as árvores que envolvem os cabos dificultam o restabelecimento rápido da energia após tempestades e emergências.
A Aneel tem acompanhado o caso, com foco nos impactos de longos apagões. Em dezembro houve um grande incidente que afetou milhões de clientes e gerou debates sobre a atuação da Enel em São Paulo.
Processo regulatório em andamento
O governo e a Aneel consideram a caducidade da concessão da Enel em São Paulo. O processo, iniciado em novembro, recebeu pedido de vista e ficou suspenso, aguardando nova análise sobre riscos e desempenho.
O escopo da avaliação passou a incluir o apagão de dezembro, que mobilizou 4,4 milhões de consumidores. Na próxima terça, a Aneel decidirá se solicita mais 60 dias para votar o voto-vista.
Pedido de prorrogação e debates
O diretor Gentil Nogueira pediu mais 60 dias para formular seu voto e pautar novamente o processo. A demanda busca assegurar o direito de ampla defesa após a última fiscalização apontar desempenho insatisfatório.
Entretanto, o diretor-geral Sandoval Feitosa manifestou-se contrariamente, defendendo rapidez na deliberação em caráter de urgência urgentíssima, conforme ofício encaminhado.
Investimentos anunciados
A Enel revelou um plano global de investimentos de 53 bilhões de euros entre 2026 e 2028, com foco em energias renováveis na Europa e nos EUA. No Brasil, devem ser cerca de 6,2 bilhões de euros para a América Latina.
A empresa ressaltou que os valores para o Brasil dependem de cenários regulatórios previsíveis e de visibilidade futura. O anúncio consolida mudanças estratégicas no grupo.
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