- As contas de energia das famílias na Grã-Bretanha devem cair, em média, quase £117 por ano a partir de abril, após o anúncio de Reeves de retirar subsídios verdes das faturas domésticas.
- O teto regulatório de tarifas deve baixar para cerca de £1.641 por ano para uma família típica de duas tarifas, ante £1.758 no teto atual, segundo a Cornwall Insight.
- A redução anual média prevista é de £145, mas o aumento nos custos de manutenção e ampliação das redes de energia pode conter parte dessas economias.
- O principal consultor da Cornwall Insight, Craig Lowrey, afirma que o acompanhamento dessas economias depende de investimentos contínuos em redes e infraestrutura, que não serão isentos de custos.
- Mesmo com a queda, as contas ainda ficarão cerca de £425 a mais por ano do que antes da crise desencadeada pela invasão da Ucrânia, refletindo preços de gás e custos de redes.
A previsão indica que as contas de energia doméstica na Grã-Bretanha devem cair, em média, quase £117 por ano a partir de abril. A estimativa surge após Rachel Reeves anunciar, no orçamento de novembro, a retirada dos custos de subsídios verdes das faturas domésticas. A queda depende de uma mudança tributária sobre as taxas que financiam projetos de energia renovável.
Segundo a Cornwall Insight, consultoria de referência no setor, o teto de preços de energia deve recuar para uma média de £1.641 por ano para uma família com consumo duplo de energia, ante £1.758 atuais. A simplificação dos encargos, com a transferência para tributação geral e o fim de um regime de eficiência energética financiado pelo consumidor, fundamentam a projeção.
A medida de Reeves, conforme a análise, chega a reduzir £145 por ano na fatura média, mas custos crescentes para manter e ampliar redes de energia reduzem parte dessa vantagem. O relatório ressalta que o efeito líquido depende de investimentos de longo prazo na infraestrutura.
Ao comentar o cenário, Craig Lowrey, consultor-chefe da Cornwall Insight, destacou que as economias precisam ser sustentáveis no tempo. Segundo ele, a transição para redes e suprimento domésticos mais resilientes demanda investimentos contínuos, sem que isso signifique cortes abruptos nas faturas.
Mesmo com a queda prevista, as contas continuam aproximadamente um terço acima dos níveis pré-crise causada pela guerra na Ucrânia. O aumento se deve, entre outros fatores, a preços de gás mais elevados e aos custos da transição energética no Reino Unido, que envolvem importações maiores e expansão de infraestrutura.
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