- Cuba anunciou medidas de emergência diante da crise energética, com início de vigência na segunda-feira, dia 9.
- Entre as ações, está a semana de trabalho de quatro dias nas empresas estatais.
- Também houve restrições à venda de combustível e redução de viagens de ônibus e trem entre províncias.
- Hotéis e empresas estatais serão fechados temporariamente em alguns casos, com adoção do teletrabalho e redução de horários escolares.
- As universidades passam a oferecer aulas semipresenciais, enquanto o governo diz manter investimentos em energias renováveis e ampliar a produção nacional de petróleo.
O governo de Cuba decretou medidas de emergência diante da crise energética, anunciadas nesta sexta-feira e com vigência a partir de segunda-feira (9). A decisão ocorre em meio a pressões externas dos Estados Unidos e busca preservar serviços básicos e o funcionamento da economia. O anúncio foi feito por Oscar Pérez-Oliva Fraga, vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, em programa da TV estatal.
As medidas incluem restrição da venda de combustível, redução de viagens entre províncias por ônibus e trem e fechamento temporário de hotéis e empresas estatais. A semana de trabalho será reduzida para quatro dias, de segunda a quinta-feira, com adoção de teletrabalho onde for possível.
Os horários escolares serão ajustados e as universidades poderão adotar um regime de aulas semipresenciais. O governo disse que priorizará atividades geradoras de divisas e o uso de combustível disponível para serviços essenciais e atividades econômicas imprescindíveis.
Segundo o governo, as ações visam manter serviços básicos estáveis enquanto se busca equilíbrio econômico diante da pressão externa. A política energética inclui esforços para proteger a população e manter a continuidade de setores vitais.
Pérez-Oliva Fraga afirmou que os investimentos em energias renováveis permanecerão e que Cuba continuará ampliando a produção nacional de petróleo, responsável por cerca de 30% do consumo. O país também mantém metas de fortalecer a produção interna para mitigar dependências externas.
A gestão cubana informou que continuará lidando com a crise energética através de medidas de curto prazo e de estratégias de médio prazo. A recepção de apoio internacional não detalha novos acordos, mantendo foco na segurança dos serviços públicos.
A polícia e autoridades locais não divulgaram números específicos sobre o impacto das medidas no dia a dia da população. Analistas comentam que a implementação dependerá da disponibilidade de combustível e da capacidade de manter serviços essenciais sem grandes interrupções.
A administration cubana também sinaliza que está monitorando a situação econômica para ajustar políticas, caso seja necessário. O objetivo é manter a estabilidade social enquanto se promovem investimentos em infraestrutura energética.
Entre na conversa da comunidade