- O Brasil deve aumentar a produção de etanol em 2026, com mais etanol e menos açúcar na cana e entrada de novas usinas de processamento de milho.
- Painel na Conferência do Açúcar de Dubai indicou ambiente favorável, com preços firmes do etanol e expansão de usinas de milho.
- Rabobank projeta mais de 3 bilhões de litros de capacidade adicional de etanol de milho em operação em 2026.
- StoneX estima que a produção combinada de etanol de cana e milho do Brasil deve crescer 7,9% em 2026/2027, para 36,5 bilhões de litros.
- CovrigAnalytics aponta que a produção extra pode superar a demanda local, o que pode aumentar as exportações; a BP Bioenergy acompanha o mix de produção conforme os preços.
O Brasil deve ampliar a produção de etanol em 2026, impulsionado pela mudança no mix de cana para fabricar mais etanol e menos açúcar, pela entrada de novas usinas de etanol de milho e pela safra de cana em crescimento. Analistas e traders destacam que preços firmes do etanol sustentam o movimento.
Segundo Guilherme Nastari, da Datagro, há um claro incentivo para as usinas iniciarem a nova safra priorizando o etanol. O etanol ganha competitividade frente ao açúcar devido aos patamares atuais de preço no mercado. O contrato de açúcar bruto em Nova York está em níveis baixos.
A paridade entre açúcar e etanol, com açúcar mais barato, favorece o etanol desde o começo da safra, aponta Jeremy Austin, da Sucden Brasil. A new temporada de cana brasileira tem início previsto para março, o que sustenta a expectativa de maior produção de biocombustível.
A CovrigAnalytics indica que as usinas devem concentrar esforços no etanol pelo menos até meados de junho, como parte da estratégia anual. A BP Bioenergy, que administra 11 usinas no Brasil, ajustará o mix de produção conforme preços de mercado ao longo do ano.
Panorama de demanda e capacidade
O Rabobank projeta entrada de mais de 3 bilhões de litros de capacidade adicional de etanol de milho em 2026. A StoneX estima crescimento da produção combinada de etanol de cana e milho em 7,9% para 36,5 bilhões de litros em 2026/2027.
A projeção aponta crescimento do etanol de cana, com aumento de 4,4%, e forte expansão do etanol de milho, de cerca de 17%. Segundo a StoneX, o Brasil figura entre os maiores produtores globais do combustível renovável.
Ricardo Carvalho, da BP Bioenergy, alerta que a produção adicional pode exceder a demanda local. Em função disso, a possibilidade de aumento de exportações é considerada pela CovrigAnalytics.
Paralelamente, o mercado brasileiro observa a rentabilidade entre etanol e açúcar, com olhares voltados para a política de preços e para a sazonalidade da entre safra. A conjuntura internacional influencia as decisões de usinas e traders.
Entre na conversa da comunidade