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Famílias lideram a energia solar de telhados na Austrália, diz relatório

Energia solar em telhados na Austrália privilegia residenciais; o setor comercial e industrial fica atrás, mesmo com potencial técnico superior a 80 GW

An IEEFA report argues helping Australian businesses fill roof spaces with solar panels could play a major role in adding power generation as coal plants close.
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  • A revolução da energia solar em telhados na Austrália privilegia residências: 22 GW instalados per capita, enquanto o setor comercial e industrial soma cerca de 5,6 GW.
  • O estudo do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA) aponta que empresas consomem mais eletricidade, mas investem bem menos em solar do que as residências.
  • A análise estima que a capacidade do setor comercial e industrial possa chegar entre 17 e 31 GW até 2050, com potencial técnico acima de 80 GW se incluir áreas agrícolas.
  • Barreiras identificadas incluem aluguel de imóveis, estruturas de tarifas de rede e processos de conexão à rede lentos e imprevisíveis, além de dúvidas sobre retorno de investimentos em contratos de aluguel.
  • Recomendações incluem mecanismos de incentivo para o “meio ausente” entre residencial e utilitário, revisão de tarifas de rede e reforma regulatória para facilitar instalações em telhados comerciais e industriais.

O estudo do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA) aponta que a revolução da energia solar em telhados na Austrália tem avançado de forma acelerada para residências, mas ficou atrás no setor comercial e industrial. Hoje, 22 GW já estão instalados em domicílios, enquanto o segmento não residencial soma apenas 5,6 GW.

Segundo o relatório, ampliar a presença de solar em telhados de empresas, fábricas, escolas, hospitais e comércios pode ampliar a geração de energia diante do fechamento progressivo de usinas a carvão. Os autores destacam que esse tipo de instalação costuma ser mais rápido de implantar do que projetos de grande escala.

O estudo define comércio e indústria como usuários de energia não residenciais nem utilitários. A coautora Johanna Bowyer, principal analista de eletricidade da IEEFA na Austrália, ressalta que a capacidade instalada em telhados residenciais é próxima da soma de capacidade de várias usinas de carvão, enquanto o segmento comercial e industrial ainda não teve ação equivalente.

Projeções indicam que a capacidade instalada desse setor pode ficar entre 17 e 31 GW até 2050, com o armazenamento elétrico ainda muito atrás em relação aos residenciais, apesar do aumento da demanda. O potencial técnico, incluindo áreas agrícolas, pode ultrapassar 80 GW, segundo o relatório.

A demanda de energia no mercado elétrico nacional tende a ser maior ao meio-dia, período em que muitas empresas operam, coincidindo com a incidência solar. Bowyer observa que esse alinhamento facilita a produção de energia solar de telhado para consumo direto no horário de maior demanda.

O IEEFA identifica quatro barreiras principais à adoção: aluguel de imóveis, que dificulta investimentos de longo prazo; estruturas tarifárias de redes inconsistentes; processos de conexão à rede lentos e pouco previsíveis; e a viabilidade de upgrades em imóveis alugados, com o proprietário como decisor final.

O estudo sugere políticas públicas para vencer o “missing middle” entre residenciais e grandes usinas, incluindo programas de incentivos ampliados para sistemas e baterias de maior porte, bem como revisão e padronização de tarifas de rede e reforma na regulação econômica de serviços de distribuição.

Na região de Victoria, a oposição propõe parques solares urbanos para ampliar instalações em telhados comerciais e industriais na Grande Melbourne, com foco em reduzir a necessidade de novas linhas de transmissão. Analistas, porém, avaliam que telhados não substituem totalmente a expansão de infraestrutura de transmissão.

Especialistas ressaltam que telhados comerciais não substituem a expansão de linhas de transmissão, ainda que incentivos já existam para solar em instalações comerciais e industriais. O estudo recomenda ampliar incentivos e melhorar a conectividade entre imóveis e redes elétricas para acelerar a transição.

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