- MPs de 14 partidos enviaram ao ministro da Energia um pedido para suspender subsídios diários de cerca de £ 2 milhões à Drax, até que a investigação da FCA (Financial Conduct Authority) apure as alegações sobre a origem da biomassa.
- O grupo afirmou estar “seriamente preocupado” com a possibilidade de a Drax ter recebido subsídios enquanto ocultava informações relevantes sobre a sustentabilidade de suas fontes de madeira.
- A carta, endereçada a Ed Miliband, cita documentos judiciais que levantam dúvidas sobre as alegações públicas da empresa e aponta investigações em curso sobre declarações históricas de sourcing.
- A Drax afirma que a Ofgem concluiu não haver evidência de emissão incorreta de certificados de subsídio nem de relatório deliberadamente enganoso sobre a biomassa.
- O governo diz que revisará as conclusões da FCA e pode reavaliar elegibilidade à subsídios futuros, suspendendo contratos enquanto a apuração continua.
Parlamento pressiona Ed Miliband para suspender subsídios de cerca de 2 milhões de libras por dia pagos à Drax, detentora da maior usina britânica. Documentos judiciais colocam em dúvida as alegações de sustentabilidade da empresa, segundo relatos exclusivos. MPs e pares pedem investigação financeira sobre a origem de pellets de madeira usados pela usina em North Yorkshire.
Drax, da lista FTSE 250, recebe subsídio diário financiado pelo consumidor para gerar energia a partir de biomassa. A controvérsia envolve se a pellets vêm de madeira de alto impacto ambiental ou de fontes sustentáveis, conforme documentos legais em circulação.
Assunto envolve auditorias e a atuação de reguladores. Os parlamentares destacam possível ocultação de informações relevantes sobre a legitimação do subsídio, enquanto a FCA investiga declarações históricas sobre a origem dos pellets.
A empresa afirmou que a Ofgem não encontrou evidência de emissão indevida de certificados de subsídio ou de violação de critérios de sustentabilidade. O pedido dos signatários é que contratos futuros com a Drax sejam suspensos durante a apuração.
Entre os signatários, há membros dos laboristas, liberais democratas e verdes. Eles ressaltam que a Drax pode ter recebido subsídios até 2031 enquanto investigações estão em curso, e que medidas decisivas devem ser adotadas se irregularidades forem confirmadas.
O caso também envolve acusações de jornalistas e depoimentos internos. Um ex-diretor de assuntos públicos da Drax alegou ter sido demitido após informar autoridades sobre supostas ilusões públicas sobre a sustentabilidade da pelletização.
Especialistas forestais já levantaram dúvidas sobre o uso de madeira antiga de florestas canadianas. A Drax nega uso de madeira de áreas protegidas e afirma abastecer-se apenas de florestas bem manejadas.
O governo afirmou que irá revisar as conclusões da FCA e que contratos com a Drax dependerão do atendimento a padrões de biomassa 100% sustentável sem subsídios vinculados a práticas não alinhadas aos objetivos de descarbonização.
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