- A Oncoclínicas (ONCO3) vai divulgar o balanço de 2025 na segunda-feira, 30, conforme afirmou o CEO Carlos Gil Ferreira à Bloomberg Línea, com interesse de credores, acionistas e potenciais sócios.
- A empresa negocia com Porto Seguro (PSSA3) e Fleury (FLRY3) a criação de uma nova sociedade que absorberia as clínicas e até R$ 2,5 bilhões em dívida, com conclusão prevista até 12 de abril.
- MAK Capital Fund LP, fundo americano com 6,3% do capital, pediu a troca do conselho, representado legalmente no Brasil pelo BTG Pactual (BPAC11).
- Credores das debêntures não compareceram às assembleias para votar a renúncia prévia, necessária para evitar inadimplência; a segunda convocação ficou marcada para 2 de abril, com votação atrelada ao covenant de dívida líquida sobre Ebitda de 3,5 vezes.
- Além disso, a due diligence começou, ativos remanescentes estão estimados em cerca de 300 milhões e a dívida bruta soma 4,8 bilhões; a migração de contratos com operadoras pode exigir recredenciamento e impactar o cenário da operação.
A Oncoclínicas (ONCO3) divulgará o balanço de 2025 na próxima segunda-feira, 30 de março, conforme afirmou o CEO Carlos Gil Ferreira à Bloomberg Línea. O anúncio é aguardado por credores, acionistas e potenciais sócios, em meio a negociações com Porto Seguro e Fleury para criar uma nova empresa que absorveria as clínicas de oncologia e até 2,5 bilhões de dívida.
O acordo envolve a transferência de ativos para a nova estrutura, com a possibilidade de partilha de dívida. A operação precisa ser concluída até 12 de abril, sob avaliação de auditoria contínua durante a due diligence de potenciais parceiros.
Os movimentos inesperados incluem a notificação do MAK Capital Fund LP, com 6,3% do capital, e de representantes do BTG Pactual, solicitando a troca do conselho. A medida visa alterar a governança para facilitar a reorganização societária.
Credores das debêntures 9ª e 11ª séries não compareceram às assembleias para votar uma renúncia prévia que impediria inadimplência por excesso de alavancagem. A segunda convocação ocorreu para 2 de abril, três dias após a divulgação do balanço.
A renegociação envolve a possível transferência de dívida para a nova empresa somente com consentimento unânime dos credores, o que pode deixar a decisão condicionada ao andamento da due diligence e à conclusão da operação.
A Porto Alegre e o Fleury aguardam o balanço para calibrar a viabilidade do acordo. A Porto vinha operando com informações públicas da Oncoclínicas até março, e a due diligence começou após assinatura de acordo de exclusividade.
O cenário de controle na empresa é fragmentado: os cinco maiores acionistas somam 53,81% do capital, sem dominante, com o BRB detendo 8,68% e ações bloqueadas por decisão judicial.
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