- A primeira classe da Lufthansa na rota São Paulo–Frankfurt, a bordo de um Boeing 747‑8, tem alta ocupação, acima de 80%, e é um dos destaques da estratégia premium da empresa.
- O Brasil é considerado pelo CEO Carsten Spohr “um dos nossos mercados-chave” e deve ganhar importância conforme o eixo de aviação mundial se desloca para a América Latina e outras regiões.
- A aquisição de 41% da ITA Airways ampliou a presença da Lufthansa no Brasil, conectando São Paulo e Rio de Janeiro a quatro hubs europeus (Frankfurt, Munique, Zurique e Roma) com frequências fortalecidas.
- A estratégia inclui manter quatro classes de serviço e oferecer cabines sofisticadas, como Allegris e Swiss Senses, com tarifas altas na primeira classe (ida e volta entre Brasil e Europa na casa de US$ 15 mil a US$ 18 mil).
- A Stellação de frota enfrenta gargalos: atrasos de programas como o 777X e problemas de motores reduzem a disponibilidade de aeronaves, levando a projeções de expansão de destinos apenas após 2027 e abrindo espaço para a Embraer como possível parceira de inovação.
A primeira classe da Lufthansa na rota entre São Paulo e Frankfurt segue sendo um indicativo da estratégia global da empresa, segundo o CEO Carsten Spohr. O jato Boeing 747-8 concentra ocupação acima de 80% na cabina frontal, evidenciando demanda brasileira por conforto e exclusividade a bordo.
Spohr aponta o Brasil como um mercado-chave que tende a crescer. Ele estima que a expansão de longos voos passa a ocorrer cada vez mais na América Latina, além de África, Sudeste Asiático e Austrália. O país, por sua vez, tem grande peso econômico e comercial com a Alemanha.
A Lufthansa ampliou presença no Brasil com a compra de 41% da ITA Airways, fortalecendo a conectividade entre São Paulo, Rio de Janeiro e quatro hubs europeus — Frankfurt, Munique, Zurique e Roma — com voos mais frequentes. A empresa mantém a ideia de consolidar a malha na América Latina.
Foco no premium
Para Spohr, o mercado brasileiro favorece serviços de alto padrão. Embora reconheça a desigualdade de renda, ele destaca uma demanda de elite por experiências, o que sustenta quatro classes de serviço em várias rotas, incluindo as cabines Allegris e Swiss Senses.
Financeiramente, a primeira classe responde pela maior tarifa, com passagens de ida e volta entre Brasil e Europa estimadas entre US$ 15 mil e US$ 18 mil. A premium economy já se mostra a classe mais lucrativa por metro quadrado de cabine.
A rota Frankfurt–São Paulo, com o 747-8, é citada como caso de rentabilidade pela combinação de alta ocupação e carga expressiva no porão. Spohr projeta manter o 747-8 na frota até meados da década de 2030, especialmente em rotas com perfil premium e de carga.
Desafios de oferta de aeronaves
A aposta pelo Brasil depende também da disponibilidade de aviões. Spohr destaca atrasos em programas como o 777X e problemas de motores, que deixam a Lufthansa com cerca de 41 aeronaves Boeing a menos e 20 sem operação em certos dias no hemisfério Norte.
Essa indisponibilidade freia a abertura de novos destinos, inclusive no Brasil, onde expansões devem ocorrer apenas após 2027. A Embraer surge como peça estratégica, com Spohr visitando a fábrica brasileira para discutir inovação e o papel da empresa como terceiro player relevante na aviação.
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