- Total de matrículas no Brasil é de 10,23 milhões, com participação da rede privada em 79,8%.
- Entre 2023 e 2024, houve aumento de alunos presenciais na rede privada em Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (9,2%), e crescimento de 12,5% na EAD nessa área.
- No ensino a distância, 97,3% dos novos alunos estão na rede privada; a EAD é a principal modalidade de ensino no país, com alta adesão de trabalhadores e maior evasão.
- A migração de matrículas do presencial noturno para a EAD foi forte: em 2014 o noturno representava 53,2% dos ingressos; em 2024 caiu para 18,2%, enquanto a EAD subiu para 73,5%.
- Evasão: 2024 teve taxa de 24,8% no presencial, com a rede privada em 26,6%; na EAD, a evasão total chegou a 41,6% (privada, 41,9%), maior que a da rede pública.
A 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, divulgado pelo Semesp nesta quinta-feira, 19, mostra quais são os cursos mais demandados e o peso da tecnologia nas escolhas dos estudantes. O estudo aponta que o total de matrículas no país atingiu 10,23 milhões, com a rede privada respondendo por 79,8% desse total.
Entre 2023 e 2024, a área de Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) registrou alta significativa, tanto no presencial (9,2%) quanto no EAD (12,5%). O crescimento do ensino a distância não está ligado ao novo marco regulatório que entrará em vigor em maio de 2025; ainda assim, 97,3% dos novos alunos nessa modalidade estão na rede privada, que domina o segmento.
No presencial, a maior parte dos matriculados na rede privada tem até 24 anos (61,9%). Já no EAD, esse grupo representa apenas 26,1%, com forte presença de alunos entre 30 e 49 anos, evidenciando o acesso ampliado para trabalhadores. As instituições privadas aparecem como protagonistas na oferta da modalidade, respondendo por 58% das universidades do Brasil.
Migração de turnout entre presencial noturno e EAD
Os dados indicam uma migração expressiva de estudantes do turno noturno para o EAD ao longo da última década. Em 2014, 53,2% ingressaram no presencial noturno, e 26,7% optaram pela EAD. Em 2024, o presencial noturno caiu para 18,2%, enquanto a EAD atingiu 73,5% dos ingressantes, sinalizando a absorção de grande parte do público trabalhador pela modalidade.
Especialistas apontam que a EAD se consolidou como principal formato de ensino, embora o acesso de jovens ao ensino superior permaneça limitado. Há sinais de estagnação em políticas de financiamento, evasão alta, principalmente no EAD, e concentração crescente de matrículas em grandes grupos educacionais.
Dados regionais e evasão
A região Sudeste tem mais de 4,5 milhões de matrículas, com 51,7% na EAD e 83,0% na rede privada. Nordeste registra cerca de 2,2 milhões de matrículas, 44,0% na EAD. Sul totaliza 1,75 milhão, com 57,6% na EAD, enquanto Centro-Oeste tem 905 mil matrículas, 48,6% na EAD. Norte soma 863.969 matrículas, com 51,2% presenciais.
A taxa de evasão total em 2024 foi de 24,8% no ensino superior, com a rede privada registrando 26,6%. Na EAD, a evasão atingiu 41,6% no total, e 41,9% na rede privada, superando a taxa da rede pública (32,2%). O crescimento de matrículas foi de 2,5% de 2023 para 2024, com a rede privada aumentando 3,2%.
Considerações sobre financiamento e continuidade
O levantamento aponta alta evasão e baixa taxa de conclusão, além de maior concentração de matrículas em grandes grupos educacionais. O mapa reúne indicadores como matrículas, instituições, ingressantes, cursos, perfil dos estudantes e tendências do ensino superior na rede privada e pública.
O Mapa do Ensino Superior no Brasil é produzido anualmente pelo Instituto Semesp e contextualiza as mudanças de demanda, técnicas de ensino e financiamento que moldam o cenário educacional brasileiro. As informações ajudam a entender a expansão da Educação a Distância e o papel do setor privado na oferta de ensino superior.
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