- MEC e MS realizaram agenda interministerial em Salitre, CE, entre os dias 16 e 18 de março, com foco em educação, saúde mental e proteção de comunidades quilombolas.
- As ações integraram o Programa Escola que Protege, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola e a Rede de Atenção Psicossocial, fortalecendo atuação territorial e intersetorial.
- Foram feitas escutas com comunidades quilombolas e famílias, visitas a escolas locais, oficinas sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, e pactuou-se um plano de ação intersetorial envolvendo educação, saúde, assistência social e cultura.
- Desafios identificados incluem violência, discriminação e dificuldades de permanência escolar, com necessidade de fortalecer equipes multiprofissionais nas escolas.
- Ficou acordada a continuidade do apoio federal ao Cariri, com formações contínuas para educadores, expansão da Pneerq, fortalecimento de equipes de saúde na escola e ações integradas com redes de saúde e assistência social.
O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) realizaram, de 16 a 18 de março, uma agenda interministerial em Salitre, no Cariri (CE). O objetivo foi fortalecer a educação, a saúde mental e a proteção de comunidades quilombolas, por meio de ações integradas entre União, estados e municípios. A iniciativa envolveu programas como Escola que Protege (ProEP) e Pneerq, além da Rede de Atenção Psicossocial.
Durante três dias, equipes federais realizaram reuniões institucionais, visitas a comunidades e escolas, e rodas de diálogo com gestores, educadores, estudantes e lideranças locais. O objetivo foi ouvir o território e construir respostas conjuntas para violência, racismo e sofrimento psíquico entre jovens.
Escuta qualificada do território e construção coletiva marcaram a programação, organizada com secretarias municipais de saúde e educação de Salitre, Grunec, lideranças quilombolas e instituições como o IFCE. Soluções devem emergir do território, com participação local.
Entre as atividades, houve escuta direta com comunidades quilombolas, visitas a escolas, oficinas sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, e pactuação de um plano intersetorial envolvendo educação, saúde, assistência social e cultura. Desafios estruturais foram identificados, como violência, discriminação e permanência escolar.
Ações pactuadas e continuidade do apoio federal
Foi acordada a continuidade do apoio do Governo Federal a Salitre e ao Cariri, com ações estruturantes: formações continuadas para profissionais da educação; ampliação da Pneerq com foco na educação escolar quilombola; atuação de equipes multiprofissionais nas escolas; articulação com redes de saúde e assistência social; fortalecimento de formadores locais e redes de proteção.
Novas etapas formativas intersetoriais estão previstas para os próximos meses, envolvendo gestores, equipes pedagógicas e profissionais da saúde, com participação do MEC em atividades presenciais no território.
Fortalecimento da educação escolar quilombola
A agenda enfatizou a escola como espaço de identidade, cuidado e pertencimento, destacando a valorização da cultura e da história quilombola, a formação contínua de educadores e ambientes escolares seguros e acolhedores.
Compromisso com o território
A ação em Salitre consolida uma estratégia federal de presença ativa nos territórios, com escuta às comunidades e construção coletiva de soluções. Ao final, ficou assegurada a continuidade das ações e o acompanhamento permanente para fortalecer a educação básica, promover saúde mental e enfrentar violências de forma integrada.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão).
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