Em Alta NotíciasFutebolAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ONG da Califórnia usa ciência e storytelling para restaurar manguezais globais

Seatrees amplia restauração de manguezais globalmente, oferecendo fundos, expertise científica e storytelling para apoiar comunidades locais como COBEC, no Quênia

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Seatrees and project partner COBEC with local community members in Marereni, Kenya.
0:00
Carregando...
0:00
  • Seatrees, ONG sediada na Califórnia, atua como parceira de grupos locais, fornecendo financiamento, expertise científica e apoio de comunicação para restauração de manguezais ao redor do mundo.
  • Nos últimos cinco anos, apoia projetos em Quênia, México, Estados Unidos e Indonésia, com foco em escala, monitoramento e mensuração de impactos.
  • A organização prioriza parcerias com grupos comunitários de base com experiência, apoio de autoridades e instituições acadêmicas, além de consentimento e envolvimento da comunidade local.
  • Em Quênia, por exemplo, já apoiou mais de trinta grupos locais, plantou mais de um milhão de mudas e investiu em manejo da água, escolas de propagação e manutenção, com remuneração por muda plantada.
  • Acompanhamento e transparência são pilares; há monitoramento da sobrevivência das mudas por dois anos e avaliação de impactos socioeconômicos e da biodiversidade, além de uso de narrativas visuais para atrair recursos e engajamento público.

Seatrees, ONG sediada na Califórnia, atua conectando grupos locais a fundos, expertise científica e apoio de mídia para restoration de manguezais ao redor do mundo. A entidade não executa projetos diretamente, mas funciona como parceira de comunidades e outras organizações não governamentais.

Nos últimos cinco anos, a Seatrees tem apoiado restaurações em Quênia, México, EUA e Indonésia. O objetivo é ampliar plantio de árvores, produzir materiais de storytelling e desenvolver capacidades em ciência, monitoramento e mensuração de impactos.

A atuação em Quênia ocorre em parceria com a COBEC, ONG local que trabalha com comunidades costeiras. O projeto abrange Marereni e Mida Creek, somando mais de 600 hectares e 153 hectares, respectivamente, em áreas sob reserva biosfera.

Ao todo, mais de 30 grupos comunitários foram apoiados, com plantio de mais de 1 milhão de mangueiras. Além disso, nurérias, valas de drenagem e patrulhas contra desmatamento ilegal integram as ações, remuneradas através de estipêndios por muda plantada.

A Seatrees capta recursos de doações corporativas e privadas, além de grants, para sustentar projetos como o da Costa do Golfo do México, onde uma parceria com CoastLove envolve a criação de viveiros de mudas na Florida Keys. A meta é engajar moradores e turistas em atividades de plantio e manutenção.

O trabalho na Florida Keys enfatiza a vulnerabilidade das ilhas de calcário diante do aumento do nível do mar, furacões e desenvolvimento costeiro. A iniciativa mobiliza voluntários e reforça a educação ambiental local para ampliar a participação comunitária.

Nessa linha, a Seatrees seleciona parceiros com experiência comprovada na gestão de restauração, relacionamento com autoridades e instituições acadêmicas, assegurando aprovação local e apoio comunitário. A estratégia prioriza ajustes adaptativos conforme desafios aparecem.

Especialistas destacam que não existe fórmula única para restauração de manguezais. Sucesso depende de condições ecológicas, econômicas e sociais, como marés, ocupação das terras e dinâmicas locais de uso da mangabeira. Monitoramento é fundamental para ajustes.

Em Kenya, a equipe passou a digitar trincheiras para melhorar a hidrologia quando salinidade elevada prejudicou parte do projeto. A monitoria de sobrevivência das mudas ocorre por dois anos após o plantio, com avaliação de ecossistema, diversidade e condições socioeconômicas.

Dados de campo indicam taxas de sobrevivência entre 50% e 80% nos projetos apoiados pela Seatrees, variando conforme local e manejo. Em 2025, a iniciativa na Florida Keys registrou sobrevivência acima de 80% na última etapa de plantio.

Para além do plantio, há vigilância ambiental contínua, manutenção de áreas e atividades de engajamento comunitário. A experiência também mostra a importância de comunicar resultados por meio de fotografia e vídeo para ampliar fundos e participação pública.

Monitoramento frequente e transparência são pilares do modelo. Em Marereni, uma pesquisa comunitária de 2024 apontou melhoria na qualidade de vida de 90% dos participantes, mas indicou desafio contínuo: 88% dos moradores ainda mencionam desmatamento ilegal.

A Seatrees divulga os resultados para reforçar a evidência de impactos, ajustando planos conforme aprendizados. A organização também investe em storytelling visual para ampliar a compreensão sobre gestão de manguezais e conservação local.

Atualmente, o movimento global pela restauração de manguezais ganha escala, com Seatrees destacando a combinação de ciência, engajamento comunitário e narrativa como chave para resultados duradouros. O modelo enfatiza aprendizado e prestação de contas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais